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    Ao comentar agressão a Moraes, Lula diz que quem ofende autoridades é “171” e “canalha”

    Em entrevista nesta terça-feira (25), o presidente repudiou o ataque ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Roberto Sungi/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Lucas Schroederda CNN em São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta terça-feira (25), que quem ofende autoridades é “171” e “canalha”, em referência ao ataque sofrido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As afirmações foram feitas durante o bate-papo semanal Conversa com o Presidente.

    “Um cidadão que faz isso, ele não é um ser humano que você pode ter respeito por ele. É um canalha. Se vale a moda desse cidadão, os ministros não terão mais sossego no Brasil, ou seja, o voto vai ter que ser secreto para que ninguém saiba naquilo que o ministro votou”, disse o presidente.

    VÍDEO – CNN tem acesso a vídeo da agressão a Moraes

    Lula salientou ainda que, durante sua trajetória política, nunca trocou insultos com adversários e que fazia questão de cumprimentá-los quando os encontrava.

    “Qual o direito do cidadão de achar que ele pode xingar, que ele pode ofender, que ele pode chamar alguém de ladrão sem nenhum prova? Toda vez que você entrar no lugar e alguém te provocar, esse alguém é 171 [estelionatário]. Quando o caro ofende é porque é um 171“, frisou Lula.

    “A única coisa que eu peço é: vamos nos respeitar. A inteligência não pode ser usada para irracionalidade”, pediu o presidente ao término de sua fala.

    Moraes diz em depoimento que ataques tiveram conotação política, afirmam fontes da PF

    O ministro Alexandre de Moraes disse em depoimento à Polícia Federal (PF) na segunda-feira (24), em São Paulo, considerar que os ataques que sofreu no aeroporto de Roma, na Itália, tiveram conotação política, segundo fontes ouvidas pela CNN.

    Moraes teria relatado em depoimento que o objetivo dos ataques foi constranger a família dele.

    No depoimento prestado na Superintendência da PF em São Paulo, ainda de acordo com as fontes, Moraes afirmou que Andréa Munarão iniciou as agressões.

    Ela teria filmado Moraes e os familiares dele quando o ministro entrava em uma sala VIP de uma companhia aérea. Segundo o depoimento, Munarão xingou o ministro de “comunista”, “comprado”, e “bandido”. Depois, ela teria dado sequência aos insultos dizendo que Moraes havia roubado as eleições.

    Foi nesse momento que os filhos, ainda conforme o ministro, teriam pedido que ela parasse e começaram a filmá-la. O ministro do STF, então, relatou no depoimento que Roberto Mantovani – marido de Munarão – interveio e deu um tapa no filho de Moraes.

    O relato de Moraes, ainda de acordo com as fontes da PF, aponta que um estrangeiro tentou conter a situação, mas depois o empresário retornou e continuou os ataques.

    Moraes, então, disse que era a segunda a vez que ele insultava a família dele, que iria registrar fotos dos envolvidos e processá-los.

    A linha da defesa do empresário é contrária à da relatada por Moraes. O advogado Ralph Tórtima divulgou uma nota na semana passada dizendo que o episódio não teve conotação política.

    Criminalistas com quem a CNN conversou informaram que, se comprovado o viés político, a pena ao empresário e à família dele pode ser mais grave porque estaria configurado crime contra Estado Democrático de Direito, além de calúnia, injúria e desacato.

    Procurado pela CNN, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes não se posicionou sobre o caso.

    FOTOS: Todos os ministros do governo Lula

    (Com informações de Caio Junqueira, da CNN, em São Paulo)