Após filiação, Bolsonaro começa a avaliar perfis para candidatura a vice

Escolha passa por uma consulta ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e ao presidente da Câmara, Arthur Lira

Caio Junqueira

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Após a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL, já começou o debate em seu entorno sobre o perfil ideal para o vice.

A escolha necessariamente, segundo fontes próximas ao presidente, passa por uma consulta ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e ao presidente da Câmara, Arthur Lira. O nome do ministro das Comunicações, Fabio Faria, desponta como um possível nome por ser jovem e do Nordeste, onde a rejeição ao presidente é a pior de todo o país.

Mas aliados do presidente fora do Centrão têm defendido uma maior ampliação de possibilidades. O próprio Bolsonaro já disse a interlocutores que busca um vice com quem possa “tomar tubaína”, uma referência ao refrigerante que o presidente gosta. Uma alusão clara a um perfil de alguém que seja próximo a ele, já que a experiência com Hamilton Mourão não foi bem-sucedida tendo em vista o distanciamento deles.

 

Alguns de seus assessores têm alertado que um perfil político pode ser um risco, pois seria alguém com ambições políticas e que em um momento de intensa instabilidade poderia se virar contra ele. Algo como ocorreu com Dilma Rousseff e Michel Temer. Nesse sentido, alguns assessores têm-lhe sugerido perfis fora da política, como um evangélico ou até mesmo um militar.

A maior preocupação de Bolsonaro é com o ex-presidente Lula. Ele diz a aliados que não gostaria de perder a eleição para um nome da esquerda, campo político contra o qual sempre atuou. Bolsonaro diz a interlocutores que não acredita que alguma candidatura da terceira via deslanche.

Em razão disso, cresceu o debate no governo nos últimos dias sobre a necessidade de compor uma campanha digital como a de 2018 liderada pelo seu filho Carlos Bolsonaro com algo mais profissionalizado que possa aproveitar o tempo de televisão. Se sua coligação fechar com PP, PL e Republicanos, ele deverá ter 2 minutos e 18 segundos em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos de tempo de televisão, apenas seis segundo a menos do que a campanha de Lula deverá ter: 2 minutos e 24 segundos.

Integrantes do governo consideram que a campanha será dura e já preveem corpos e caixões sendo exibidos no horário eleitoral gratuito, sendo necessário, portanto, algo bem estruturado para rebater os ataques e apresentar outras realizações do governo.

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