Após pressão empresarial, Senado convida Mourão para falar sobre desmatamento

Vice-presidente é coordenador do Conselho da Amazônia, reinstalado por Bolsonaro no início do ano em resposta às críticas internacionais à atuação do governo

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) fala à CNN
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) fala à CNN Foto: CNN (22.jun.2020)

Guilherme Venaglia, da CNN em São Paulo

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O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7), em votação simbólica, um convite para que o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) fale sobre o plano de combate ao desmatamento na Amazônia. O requerimento foi apresentado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).

Mourão é coordenador do Conselho da Amazônia, reinstalado pelo presidente Jair Bolsonaro no início do ano em resposta às críticas internacionais à atuação do governo na região. Com a recriação do conselho, o vice-presidente substituiu o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, como a principal voz do governo para o tema.

Ainda durante a sessão de hoje, o vice-presidente do Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), afirmou que Mourão já confirmou presença na próxima terça-feira (14). A audiência deve ser por videoconferência.

O governo Bolsonaro vem sendo cobrado por agentes econômicos do Brasil e do exterior para que reduza o desmatamento na Amazônia.

Primeiro, em 24 de junho, foi uma carta de 27 grandes instituições internacionais de investimento, que ameaçaram vetar aplicações no Brasil. Nesta terça, somaram-se a eles presidentes de 37 grandes companhias e quatro associações empresariais, que cobraram de Mourão “fiscalização rigorosa” a respeito dos desmatamento.

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Antes do Senado na terça-feira que vem, Mourão terá videoconferências programas para quinta e sexta-feira com os dois grupos. Na quinta-feira, se reúne com investidores. Na sexta-feira, com os CEOs.

Além de Mourão, o comunicado dos empresários será apresentado aos presidentes do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP); da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Augusto Aras.

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