Após reunião com Fux, Pacheco diz que instituições têm obrigação com a democracia

Presidente do Congresso Nacional reportou um futuro encontro entre o presidente do STF e o ministro da Defesa

Douglas Portoda CNN

em São Paulo

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O presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), declarou, nesta terça-feira (3), que todas as instituições têm obrigação com a democracia e com o cumprimento da Constituição.

Sua fala aconteceu após um encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, por cerca de 45 minutos. Eles conversaram sobre o compromisso de ambos com a harmonia entre os poderes, com o devido respeito à Constituição. E ressaltaram que as instituições seguirão atuando em prol da inegociável democracia e da rigidez do processo eleitoral.

“Todas as instituições têm obrigação com a democracia, com o estado direito e com o cumprimento da Constituição. Esse alinhamento se faz através de diálogo, e é nisso que eu acredito”, afirmou Pacheco.

“Eu não identifico algum problema havido institucional entre Forças Armadas e o Supremo Tribunal Federal. Pode haver acontecimentos pontuais, mas que não refletem numa crise que seja entre Forças Armadas e Poder Judiciário. Evidentemente que o Congresso Nacional tem o seu papel, em especial o Senado, de moderação, de busca de consenso, quanto mais possível sempre que puder buscar cumprir esse papel”, continuou.

Segundo Pacheco, Fux e o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, irão se encontrar. Em sua opinião, “é fundamental que haja esse diálogo entre instituições que são igualmente importantes para o Brasil. Não há nenhuma mais importante que a outra.”

Para Pacheco, não é possível permitir que o acirramento eleitoral possa trazer “anomalias graves”, com pedidos de intervenção militar, de atos institucionais, de frustração de eleições, e do fechamento do STF. Em seu parecer, essas ações “precisam ser contidas, rebatidas, com a mesma proporção a cada instante.”

“Eu considero importante um alinhamento uma busca de consensos para privilegiar o diálogo em detrimento de intrigas que possam ser estabelecidas, eu considero que os chefes de poder tem obrigação de conversarem entre si para poder de fato conter a evolução, a escala de uma crise. Ninguém quer isso. Nós temos problemas reais para enfrentar no Brasil, que exigem soluções inteligentes, a união o diálogo, o trabalho do Congresso Nacional.”

“Nós estamos dispostos a ter essa boa relação com o poder Executivo, com o poder Judiciário dentro desse propósito. É para evitar que haja uma escalada de crise por falta de diálogo.”

 

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