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    Autor de pedido de CPI contra Júlio Lancellotti vai pedir afastamento do pároco de funções religiosas

    Arquidiocese informou que abriu nova investigação, após novos fatos sobre suposto abuso sexual; padre nega acusações

    pedido ocorre após a divulgação de notícias informando um suposto caso de abuso sexual por parte do padre
    pedido ocorre após a divulgação de notícias informando um suposto caso de abuso sexual por parte do padre Arquivo - Rovena Rosa/Agência Brasil

    Manoela CarlucciVictor Aguiarda CNN*

    São Paulo

    O vereador de São Paulo, Rubinho Nunes (União Brasil-SP), autor do pedido de instalação de uma CPI que pretende investigar o padre Júlio Lancellotti, informou à CNN que vai protocolar durante a tarde de hoje (06) um pedido de afastamento do pároco.

    O pedido ocorre após a divulgação de notícias informando um suposto caso de abuso sexual por parte do padre. Para o vereador, isso é “um desrespeito à imagem da igreja e aos fiéis”.

    Em nota, a Arquidiocese de São Paulo informou que “a notícia de um suposto novo fato de abuso sexual envolvendo o referido sacerdote requer uma nova investigação da parte da Arquidiocese para a busca da verdade”.

    A nova acusação pode resgatar as discussões sobre o pedido de instalação de uma CPI que tem o objetivo de investigar a atuação do padre.

    Após reunião na tarde de hoje com o presidente da Câmara, Milton Leite e outros vereadores, Rubinho afirmou que a análise acerca da abertura da CPI ficou para depois do carnaval. Segundo ele ainda é necessário “aferir novas denúncias”.

    Para ele, a expectativa é a de que a comissão seja aberta, uma vez que grande parte dos outros vereadores se mostraram favoráveis à Comissão. A próxima reunião ficou marcada para o dia 20 de fevereiro.

    Lancellotti por sua vez afirmou em nota ter tomado conhecimento do pronunciamento da Arquidiocese com “serenidade e paz de espírito”.

    Além disso, enfatiza que as acusações proferidas são “completamente falsas, inverídicas” e que estão enlaçadas em uma “rede de desinformação, que desmascara eventuais interesses de setores do poder político e econômico”.

    Diz ainda que seguirá “inabalado” e com “esperança de um futuro que extirpe o ódio aos pobres das nossas ruas e dos nossos corações”.

    *Supervisão de Marcos Rosendo