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    Blinken poupou Lula de cobranças por retratação a Israel, dizem fontes

    Presidente se reuniu por quase duas horas com secretário de Estado americano; encontro aconteceu nesta quarta (21) no Palácio do Planalto

    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ricardo Stuckert

    Marina Demorida CNN

    Brasília

    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, poupou o presidente Lula de cobranças por uma retratação a Israel, depois da fala que gerou uma crise diplomática entre o Brasil e o país em guerra, segundo fontes do Planalto relataram à CNN.

    Os dois se encontraram na manhã desta quarta-feira (21), em Brasília. A reunião, segundo interlocutores, se deu de forma cordial e diplomática.

    Os Estados Unidos são o principal apoiador militar de Israel na guerra. Antes da reunião, a Embaixada americana informou que Blinken usaria o encontro para reafirmar ao presidente brasileiro o “interesse mútuo em garantir a paz internacional”, sem citar o conflito no Oriente Médio.

    Na saída, Blinken disse que foi “uma ótima reunião”.

    “Os Estados Unidos e o Brasil estão fazendo coisas muito importantes juntos. Estamos trabalhando juntos bilateralmente, regionalmente, mundialmente. É uma parceria muito importante”, afirmou.

    Ao deixar o Planalto, Blinken embarcou para o Rio de Janeiro, onde participa das reuniões do G20.

    Em nota, o Palácio do Planalto disse que Lula reafirmou seu desejo pela paz e fim dos conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza, e que “ambos concordaram com a necessidade de criação de um Estado Palestino”.

    Segundo o Planalto, também foram abordados os principais temas da agenda bilateral e internacional, em particular a do G20.

    “O presidente e o secretário abordaram temas como a iniciativa para trabalho decente lançada por Lula e Biden em setembro do ano passado à margem da Assembleia Geral da ONU, e a cooperação dos dois países na área ambiental, transição energética, fóruns empresariais e de infraestrutura. Blinken informou que os EUA estudam realizar novo aporte para o Fundo Amazônia”, diz a nota.