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    Bolsonaro ignora Doria e planeja reunião em cidades atingidas pelas enchentes

    Presidente autorizou que seus auxiliares organizem reunião nesta terça (1º) com prefeitos dos municípios com maior número de óbitos sem representantes do governo paulista

    Caio Junqueira

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    Diante do acirramento do embate entre os governos federal e paulista sobre a viabilização de recursos para ajudar os locais atingidos pelas enchentes no estado de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) autorizou que seus auxiliares organizem uma reunião nesta terça-feira (1º) diretamente com prefeitos dos municípios com maior número de óbitos sem a participação de qualquer representante do alto escalão do estado de São Paulo.

    Uma reunião do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogerio Marinho, já está confirmada nesta terça-feira pela manhã e o presidente Jair Bolsonaro avaliava no final desta segunda-feira sua participação. O “Escav” presidencial, inclusive, sigla para “escalão avançado”, já decolou de Brasília para São Paulo para avaliar pontos de pouso na região de Francisco Morato, região metropolitana de São Paulo, para o caso de o presidente decidir participar do encontro.

    A ideia é que ele desembarque no aeroporto de Congonhas, faça um sobrevoo pelo local e possa eventualmente participar do encontro. Essa viagem não estava prevista, mas o presidente autorizou que fosse planejada em meio a uma viagem no Rio de Janeiro após acompanhar a escalada do tensionamento entre São Paulo e Brasília.

    Na reunião, o governo federal pretende dar uma orientação geral aos prefeitos de modo que eles possam apresentar diretamente a Brasília a demanda por recursos. Isso porque Brasília tem colocado dúvidas sobre o montante pedido pelo governo paulista: R$ 50 milhões para as enchentes e R$ 420 milhões para obras antienchentes no estado. Afirmam que os R$ 50 milhões são meras estimativas e o restante não tem relação direta com as enchentes dos últimos dias.

    O secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, discorda. “Pedimos perante o impacto primeiro uma ajuda emergencial para as cidades de cerca de R$ 50 milhões e o restante para obras anti-enchente que já haviam sinalizado que ajudariam mas não ajudaram. Na primeira resposta do governo, fica claro que não vão ajudar.”

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