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    Bolsonaro precisa desistir do Aliança para retornar ao PSL, diz Francischini

    'Quem respeita os demais também quer ser respeitado', afirmou ainda o líder do partido na Câmara, em entrevista ao CNN Domingo

    Manuela Tecchio,

    da CNN Brasil, em São Paulo

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    O presidente Jair Bolsonaro e outros políticos que queiram retornar ao PSL precisam primeiro desistir da fundação do Aliança pelo Brasil, disse o deputado federal e líder do partido na Câmara, Felipe Francischini, (PSL-PR) em entrevista ao CNN Domingo. Durante a fala, o deputado afirmou que “as brigas do ano passado eram infundadas” e que o PSL permanece aberto ao diálogo.

    Conforme informou o colunista Igor Gadelha nesta semana, o contato entre Bolsonaro e parlamentares bolsonaristas está bastante avançado para que o presidente retorne ao PSL, partido que se elegeu em 2018, mas do qual acabou se afastando em novembro de 2019, após desentendimentos com a cúpula da legenda. Na época, Bolsonaro disse que Bivar estava “queimado” e orientou os apoiadores a esquecerem o PSL.

    Questionado por Danila Lima e Thaís Lopes sobre a possibilidade de perdão das ofensas proferidas pelo presidente, durante a participação no programa, Francischini afirmou que o retorno de Bolsonaro depende ainda de uma conversa formal com Luciano Bivar, presidente do PSL, mas que o partido permanece de portas abertas para antigos aliados que defendam pautas em comum.

    “A maior parte do partido encarou com naturalidade [a declaração do presidente]. Até porque nunca nos furtamos desse debate. Somos uma bancada do diálogo, muito democrática”, disse.

    Francischini reforçou ainda que os desentendimentos do ano passado foram intensificados pelo acalorado momento político e que fica chateado ao ver o presidente citando “sete ou oito nomes dentro do partido, com quem não pode dialogar.” 

    Da mesma forma pediu que deputados respeitem o governo para que a agenda da direita avance. “Na política temos que ter um norte. O mais importante é implementar a nossa visão de estado”, falou.

    Felipe Franchischini
    O deputado federal e líder do PSL na Câmara, Felipe Francischini (PSL – PR) (16.ago.2020)
    Foto: CNN Brasil

    Durante a entrevista, Igor Gadelha perguntou quais seriam as condições impostas pelo partido para o retorno do presidente, ao que Francischini não apontou um pedido público de desculpas, mas, sim, uma desistência da fundação do partido Aliança pelo Brasil. 

    “A única coisa que tem sido colocada na mesa de forma taxativa é isso. É óbvio que um deputado que esteja criando outro partido tem total legitimidade, mas não faz sentido querer reintegrar um partido abrindo outro. A gente não faz pressão em ninguém, mas quem respeita os demais também quer ser respeitado”, afirmou.

    A proximidade das pautas defendidas, para não dizer a coincidência, são o principal motivo para a reaproximação entre Bolsonaro e o partido, de acordo com o deputado. “Somos uma bancada independente que não se omite ao que pensa que não está correto nas ações do governo, mas a maior parte das pautas são mesmo compatíveis. Em termos de projeto, é muito similar”, disse, citando como exemplo a relatoria da “PL das armas”.

    Sobre as iminentes eleições municipais, a colunista de política Basília Rodrigues questionou o líder do PSL na Câmara sobre a orientação dada a candidatos das prefeituras acerca do apoio ao presidente. A pergunta tentava revelar se os candidatos do PSL vão ou não se posicionar como bolsonaristas. Mas Francischini respondeu apenas que a questão não foi debatida.

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