‘Bolsonaro precisa ser colocado nos seus limites’, diz líder da oposição

Deputado federal e líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ) afirmou que presidente da República cometeu crime de irresponsabilidade durante 7 de setembro

Produzido por Elis Francoda CNN

Em São Paulo

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As falas de Jair Bolsonaro (sem partido) durante os atos de 7 de setembro devem motivar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a analisar os processos de impeachment contra o presidente da República. A avaliação é do deputado federal e líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ).

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (7), o parlamentar afirmou que Bolsonaro cometeu crime responsabilidade ao criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em discurso a apoiadores, o presidente disse que não seguirá mais as ordens de Moraes.

“Esse hábito que tem os presidentes das Casas (Câmara e Senado) de botar panos quentes ou ‘passar pano’ para o presidente da República não tem funcionado”, disse Molon. “Ele só entende a linguagem da reação dura, da força. Ele precisa ser colocado nos seus limites.”

Para o deputado, a crise institucional se agravou durante o feriado e, por isso, é necessária reação para frear os ataques de Bolsonaro às outras instituições democráticas.

“Espero que a notícia que PSDB e outros partidos começaram a apresentar também mais um pedido de impeachment, que vem se somar a mais de uma centena, mova o presidente da Câmara a analisar e dar andamento a eles”, disse Molon.

Fotos: 7 de setembro pelo Brasil

7 de setembro

O feriado de 7 de setembro foi marcado por diversos atos favoráveis e contrários ao governo federal. No Rio de Janeiro, manifestantes pró-governo se concentram na orla de Copacabana, zona sul da capital fluminense. A população se apresentou majoritariamente vestida de verde e amarelo e portando a bandeira brasileira

A manifestação contra o governo se concentrou na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. Ruas no entorno foram interditadas.

Em São Paulo, a segurança está reforçada, e manifestantes pró-governo se concentram na Avenida Paulista desde cedo. Os contrários ao governo estão no Vale do Anhangabaú.

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