Boris Casoy: Voto impresso aumenta segurança; repulsa é incompreensível
No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (19), comentarista Boris Casoy debateu inquérito da Polícia Federal contra presidente Jair Bolsonaro (PL)
No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (19), o jornalista Boris Casoy falou sobre o prazo que a Polícia Federal possui, até 28 de janeiro, para ouvir o presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação ao vazamento de documentos sigilosos de um inquérito envolvendo um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto do 2021.
O prazo foi estabelecido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o relator do inquérito que apura a conduta de Bolsonaro, de acordo com fontes ouvidas pela CNN.
Boris Casoy questionou os motivos do sigilo dos documentos e declarou ser a favor do voto impresso, dizendo que o processo do eleitor de conferir o voto feito na urna garante mais segurança ao processo. "Não estou contestando o sistema de votação, estou querendo mais segurança. Alguns outros países fazem isso e não sei porque o STF insiste em não querer."
"Não vai falar em economia, porque não vejo o STF e o TSE fazendo economia. E se é tão importante a votação, e ela é, por que não ter uma garantia a mais? Nunca entendi essa repulsa ao voto impresso, como se fosse uma praga", afirmou.
O comentarista também avalia que Bolsonaro está sujeito à lei e que o inquérito não se trata de uma perseguição ao presidente, mas acredita que a culpa esteja ligada à fonte que vazou os documentos, e não ao atual chefe de Estado. O processo, segundo ele, deve "não dar em nada".
Casoy aproveitou para levantar a discussão em relação à repercussão do termo "lepra", cujo uso foi vetado pela Justiça Federal após ser usado por Bolsonaro em um discurso em Santa Catarina para se referir à hanseníase.
"Esse politicamente correto está cada vez mais enchendo o saco de um monte de gente. Não pode falar lepra, preto, negro, judiar... O Fernando Henrique [Cardoso, ex-presidente] assinou uma lei retirando do dicionário a palavra judiar, porque ofendia os judeus."
"Na questão da lepra, precisa revisar a Bíblia, porque lá tem lepra em todo o lugar. É uma tontice cobrar o presidente que usou a palavra. Tem que falar 'mal de Hansen'. Avisem a língua, ela não sabe disso. Ela precisa ser avisada porque tem que se enquadrar nestas regras que estes chatos criam no politicamente correto", concluiu.
Pressão de servidores
Quase 40 categorias do funcionalismo público fizeram uma manifestação na terça-feira (18) em Brasília para reclamar da falta de reajuste salarial. Os profissionais alegam que, até o momento, o orçamento deste ano só prevê aumento para agentes de segurança e pedem uma reunião com o Ministro da Economia, Paulo Guedes.
Aliança entre PT e PSB
O presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, cobrou uma postura mais solidária do Partido dos Trabalhadores (PT) para uma possível frente de esquerda nas eleições deste ano. Pelas redes sociais, Siqueira escreveu que o PSB está em negociações para colaborar com a candidatura de Lula à Presidência, mas que o PT precisa vencer a "visão exclusivista".
Redução de público no Carnaval
Após a maior parte das capitais brasileiras cancelar o Carnaval de rua, as atenções se voltaram às festas nos sambódromos. No Rio, a Liga das Escolas de Samba (Liesa) se posicionou contra a limitação de público na Sapucaí e o uso obrigatório de máscaras. Já São Paulo confirmou à CNN que apenas 70% da capacidade total do Sambódromo do Anhembi será liberado.
O Liberdade de Opinião teve a participação de Boris Casoy e Fernando Molica. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.
As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.


