TSE e Câmara podem indicar caminhos contra fake news nas eleições, diz relatora

CPMI das Fake News deve ser retomada em fevereiro deste ano, atuando no anonimato nas redes sociais e no uso de perfis apócrifos para espalhar desinformação

Elis FrancoDouglas Portoda CNN*

em São Paulo

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A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, declarou, nesta terça-feira (18), em entrevista à CNN, que será possível fazer um trabalho conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra as informações falsas nas eleições de 2022.

“Aqueles que foram acusados durante a nossa CPMI, voltam nesse roteiro nas investigações feitas pelo Supremo Tribunal Federal, que coincidem com as mesmas personalidades, voltam a aparecer inclusive na CPI da Pandemia. O chamado gabinete do ódio ele perpassa tudo isso, e vai de investigação em investigação ‘coincidindo’ com os mesmos atores”, alegou Lídice.

“Há um progresso nas investigações, que já vamos encontrar mais ou menos resolvidas. A partir desse momento, muita coisa evoluiu. Nós trocamos ideias com o TSE nas eleições de 2020, e passaram a compreender de forma mais profunda e técnica como funciona esses episódios de fake news no Brasil. Acho que tanto o TSE, quanto nós na Câmara, podemos indicar caminhos para o combate das fake news na próxima eleição”, continuou.

Segundo o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPMI das Fake News, os trabalhos serão retomados em fevereiro deste ano. Entretanto, seu foco irá mudar, e as eleições de 2018, onde começaram as apurações é “página virada”.

A nova discussão será baseada no anonimato nas redes sociais e no uso de perfis apócrifos para espalhar desinformação e atacar pessoas.

Para a relatora, as notícias falsas não irão deixar de existir, mas as autoridades envolvidas terão “mais conhecimento de como combatê-la, de como desconstruí-la, do ponto de vista da revelação do crime.”

(*Com informações de Leandro Resende, da CNN)

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