Brasil avalia "hora certa" para procurar EUA sobre classificação de facções

Diplomacia brasileira adota cautela após classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos, conforme apurou Jussara Soares no CNN Prime Time

Da CNN Brasil
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A diplomacia brasileira adota uma postura de cautela e paciência diante da declaração do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como entidades terroristas pelos Estados Unidos.

Segundo apuração de Jussara Soares, no CNN Prime Time, o governo brasileiro não pretende procurar os norte-americanos imediatamente, mas calcula a "hora certa" para ampliar o diálogo sobre o tema.

O governo levou cerca de 18 horas para formular e publicar sua resposta oficial à classificação, divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação Social, diretamente do Palácio do Planalto. A estratégia adotada foi separar a resposta voltada ao público interno daquela destinada às relações com os Estados Unidos.

De acordo com o que Jussara Soares apurou junto à diplomacia brasileira, o governo entende que não cabe, neste momento, buscar os Estados Unidos para pedir explicações.

O argumento utilizado é que Lula (PT) esteve na Casa Branca no início de maio e entregou pessoalmente a Donald Trump projetos de cooperação para o combate ao crime organizado. "Está tudo lá, toda a proposta do Brasil já foi entregue diretamente a Donald Trump", disseram fontes da diplomacia brasileira.

A postura é comparada à adotada pelo Brasil durante as negociações sobre tarifas comerciais com os Estados Unidos, quando o governo jogou "com muita calma" até abrir canais de diálogo.

No entanto, fontes ouvidas pela jornalista destacam que o caso atual é "muito mais sensível" do que a questão das tarifas. A diplomacia também menciona a necessidade de lidar com a "imprevisibilidade dos humores de Donald Trump" e de aguardar para avaliar quais medidas concretas podem decorrer da classificação.

Possível encontro no G7 e dimensão eleitoral

Uma oportunidade de tratar o assunto pessoalmente pode surgir em junho, durante o G7 na França, para o qual Donald Trump já confirmou presença e Lula foi convidado e sinalizou interesse em participar.

Internamente, a resposta do governo também tem um componente político relevante: o tema é explorado pela oposição de Flávio Bolsonaro (PL), que deve disputar as eleições contra Lula.

"O Brasil vai calculando essa resposta", afirmou Jussara Soares, destacando que a resposta interna busca rebater acusações de complacência com o crime organizado.

Plano preliminar do PT aborda segurança pública

Durante o CNN Prime Time, o analista Caio Junqueira disse que o plano de governo preliminar do PT (Partido dos Trabalhadores), que traz um diagnóstico sobre a atuação de organizações criminosas no Brasil e propostas para a área de segurança pública.

O documento afirma, em trecho literal, que o partido "não é condescendente com o crime organizado", o que é interpretado como uma resposta antecipada às críticas da oposição.

O documento defende a integração entre repressão e prevenção, com presença do Estado por meio de políticas públicas em territórios de maior vulnerabilidade. O texto também menciona o combate às milícias como fator central no enfrentamento ao crime organizado, apontando-as como "o desafio central da segurança pública brasileira".

O plano ainda passará por um processo de consultas, incluindo plataforma interativa e reuniões presenciais, antes de ser protocolado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
em julho, conforme exige a legislação eleitoral.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.