Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Bruno Covas assume segundo mandato em São Paulo com maioria na Câmara

    Prefeito reeleito optou por manter 14 nomes da atual gestão; no Legislativo, base segue forte, mas PSDB perdeu expressão na Câmara Municipal

    Prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) faz seu discurso de vitória (29.nov.2020)
    Prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) faz seu discurso de vitória (29.nov.2020) Foto: CNN Brasil

    Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

    Bruno Covas, do PSDB, toma posse nesta sexta-feira (1º) para o seu segundo mandato como prefeito de São Paulo. O primeiro mandato, iniciado em abril de 2018, foi herdado do hoje governador paulista João Doria (PSDB).

    A cerimônia de posse de Covas e do vice-prefeito eleito Ricardo Nunes (MDB) está marcada para as 15h, na Câmara Municipal. Inicialmente, a previsão era a de que os 55 vereadores eleitos tomassem posse também presencialmente, mas a orientação foi alterada. A presença passou a ser opcional e desaconselhada.

    O prefeito Bruno Covas foi reeleito em 29 de novembro, quando derrotou Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno das eleições municipais. Ele recebeu um total de 3.169.121 votos, o equivalente a 59,38% do total dos votos válidos.

    Covas e Ricardo Nunes assumem para um mandato com duração de quatro anos, até 31 de dezembro de 2024, com um ativo precioso: uma bancada expressiva na Câmara Municipal de São Paulo.

    Apenas considerando os partidos que compuseram a coligação vitoriosa, a administração já possui 25 das 55 cadeiras. Considerada a presença dos partidos que aderiram a Covas no segundo turno, como o Republicanos de Celso Russomanno, que tem quatro vereadores eleitos, o prefeito larga com apoio da maioria do legislativo municipal.

    Assista e leia também:

    Bruno Covas: Conheça a história e a carreira do prefeito reeleito de São Paulo

    PT, PSDB, PSOL e DEM serão mais de 50% da Câmara de SP; veja bancadas

    Quais os desafios do próximo prefeito de São Paulo?

    Confira a lista dos prefeitos eleitos nas capitais brasileiras

    Ao longo dos últimos quatro anos, o PSDB conseguiu manter um aliado comandando o legislativo. Na primeira metade da legislatura, foi Milton Leite (DEM); nos últimos dois anos, o cargo foi ocupado por um vereador do próprio PSDB, Eduardo Tuma.

    A força do PSDB na Câmara Municipal, no entanto, recuou. O partido viu a bancada de vereadores, que tinha 11 membros eleitos em 2016, cair para oito vereadores no último pleito. Os tucanos seguem compondo a maior bancada, mas agora empatado com o PT, também com oito parlamentares.

    Com o resultado das urnas, ganharam força o DEM e o PSOL. Os democratas, aliados a Covas, passaram de 4 para 6 vereadores e terão mais margem para negociações com a Prefeitura. Já o PSOL de Boulos, presença certa na oposição, triplicou de tamanho, com os mesmos seis vereadores — eram dois.

    Essa força no Legislativo municipal também rende polêmicas. Bruno Covas chega ao dia inaugural do seu segundo mandato desgastado por um projeto de lei aprovado pelos vereadores e sancionado por ele que aumentou o salário do prefeito de São Paulo — ou seja, o dele mesmo — em 46,6%, passando de R$ 24,1 mil para R$ 35,4 mil.

    A repercussão da medida foi ainda pior ao vir acompanhada de uma outra decisão, de Covas e do governador João Doria, que revogou a gratuidade no transporte público para quem tem entre 60 e 64 anos. A partir de 2021, a gratuidade vale apenas para quem tem 65 anos ou mais.

    Secretários

    Em seu segundo mandato, o prefeito reeleito Bruno Covas decidiu manter 11 dos atuais secretários municipais. Entre eles, o atual secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, que exerce função importante diante da pandemia do novo coronavírus.

    O número sobe para 14 e vira maioria com secretários que assumem novos postos, mas que já estavam na gestão. Orlando Faria, hoje na Casa Civil, será deslocado para a Secretaria de Habitação, abrindo espaço para o ex-deputado Ricardo Tripoli, nome forte dentro do PSDB, assumir a função.

    Outros dois nomes foram promovidos. A inspetora Elza de Souza, primeira mulher a comandar a Guarda Civil Metropolitana (GCM), foi alçada ao posto de secretária municipal de Segurança Urbana. Levi Oliveira, hoje presidente da SPTrans, será o secretário de Mobilidade e Transportes.

    Uma das novidades é a ex-prefeita Marta Suplicy, que deixou o Solidariedade no início da campanha para apoiar a candidatura de Bruno Covas. Após 12 anos do fim da sua gestão, Marta retorna à Prefeitura, agora como a secretária municipal de Relações Internacionais.

    Um dos líderes do PSDB mais próximos a Covas, o ex-deputado federal Ricardo Tripoli foi alçado a um dos principais postos da gestão. Tripoli será o secretário-chefe da Casa Civil, substituindo Orlando Faria, que foi deslocado para a Secretaria de Habitação.

    Veja a lista de secretários da segunda gestão de Bruno Covas:

    – Claudia Carletto – secretária de Direitos Humanos e Cidadania (mantida);

    – Ricardo Tripoli – secretário da Casa Civil (novo);

    – Thiago Milhim – secretário de Esportes (novo);

    – Orlando Faria – secretário de Habitação (e o atual secretário da Casa Civil);

    – Eduardo de Castro – secretário do Verde e Meio Ambiente (novo);

    – Marina Magro – procuradora-geral do Município (mantida);

    – João Manoel Scudeler de Barros – controlador-geral do Município (mantido);

    – Marcos Monteiro – secretário de Infraestrutura e Obras (novo);

    – Silvia Grecco – secretária da Pessoa com Deficiência (nova);

    – Alexandre Modonezi – secretário das Subprefeituras (mantido);

    – Édson Aparecido – secretário da Saúde (mantido);

    – Berenice Giannella – secretária de Assistência e Desenvolvimento Social (mantida);

    – Fernando Padula – secretário da Educação (novo);

    – Levi Oliveira – secretário de Mobilidade e Transportes (é o atual presidente da SPTrans);

    – Elza Paulino de Souza – secretária de Segurança Urbana (é a atual comandante-geral da GCM);

    – Aline Cardoso – secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo (mantida);

    – Alê Youssef – secretário de Cultura (mantido);

    – Marta Suplicy – secretária de Relações Internacionais (nova);

    – César Azevedo – secretário de Urbanismo e Licenciamento (mantido);

    – Juan Quirós – secretário de Inovação e Tecnologia (mantido);

    – Eunice Prudente – secretária de Justiça (nova);

    – Rubens Rizek Jr – secretário de Governo (mantido);

    – Guilherme Bueno de Camargo – secretário da Fazenda (novo).

    (Com Estadão Conteúdo)