Caio Coppolla: O que fechou empresas e causou demissões foram decisões políticas

Comentarista Caio Coppolla avaliou se o Supremo Tribunal Federal (STF) prejudicou o trabalho do governo federal no combate à pandemia

Da CNN, em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião do Visão CNN desta terça-feira (19), o comentarista Caio Coppolla avaliou se o Supremo Tribunal Federal (STF) prejudicou o trabalho do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus.

O Supremo reagiu à afirmação do presidente Jair Bolsonaro de que a Corte proibiu o Executivo de atuar no enfrentamento da Covid-19. Em nota, o STF afirmou que é de responsabilidade de todos os entes da federação adotarem medidas em benefício da população brasileira. Isso significa que estados, municípios e a União devem atuar para diminuir a disseminação do vírus. Para o comentarista, a fala do presidente é um “exagero retórico”. 

“Trazendo para a vida real: desde o dia 15 de abril, a presidência da República perdeu a prerrogativa de determinar quem pode ou não pode trabalhar; como as pessoas podem ou não podem se locomover; e quais serviços que devem ou não ser interrompidos em razão da pandemia. Ou seja, o que isolou a população em casa; o que fechou milhares de empresas; o que causou a demissão de milhões de trabalhadores; o que empobreceu as famílias; e o que tirou os jovens da escola foram decisões políticas, impostas por decreto por prefeitos e governadores, fundamentados na decisão do STF”, disse.

“Assim, embora, mais uma vez, ele tenha pecado pelo exagero, a declaração do presidente tem lastro na realidade, e os próprios atos formais do governo federal contrariam a ideia de que a União não tomou medidas fundamentais para combater a pandemia.”

O Liberdade de Opinião tem a participação de Caio Coppolla e Rita Lisauskas. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Caio Coppolla no quadro Liberdade de Opinião
Caio Coppolla no quadro Liberdade de Opinião
Foto: CNN (19.jan.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

(Publicado por Leonardo Lellis)
 

 

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