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    Câmara define comissões e CCJ fica com o União Brasil

    Regimento interno dá prioridade à maior bancada eleita; bolsonaristas do PL tentavam comando do colegiado

    Gabriela Vinhalda CNN*

    em Brasília

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    Após mais de dois meses desde a volta dos trabalhos no Congresso, líderes da Câmara avançaram nas conversas e definiram quais partidos estarão à frente da maior parte das comissões permanentes da Casa neste ano.

    Em uma derrota dos bolsonaristas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ficará com o União Brasil — partido que surgiu da fusão entre o PSL e o DEM — assim como a Comissão Mista do Orçamento (CMO). Para a primeira, há dois nomes fortes, segundo a bancada: o do Juscelino Filho (MA) e o do Arthur Maia (BA).

    Esses são os principais colegiados da Câmara, que também estavam na mira dos aliados do presidente Jair Bolsonaro que eram do PSL e migraram para o PL.

    Como é o caso de Vitor Hugo (PL-GO), que queria suceder Bia Kicis (PL-DF). Segundo o deputado goiano, havia sido combinado que ele comandaria a CCJ após acordo que teria sido feito em 2021, para a eleição de Arthur Lira à Presidência da Câmara.

    No entanto, ele mudou de legenda, e o PL, apesar de estar com a maior bancada depois da janela partidária, não elegeu o maior número de parlamentares em 2018.

    A maior parte dos órgãos colegiados já foi distribuído entre as legendas, mas, segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), uma reunião nesta tarde com dois líderes deve resolver o impasse dentro dos blocos e, então, resolver totalmente a questão.

    O União também terá a presidência da Comissão de Educação e deve ser indicado delegado Pablo (AM). A ala ex-PSL defendia o nome do general Petterneli (SP) para a vaga. Mas, após reunião da bancada, o nome do amazonense ganhou força. O colegiado de Minas e Energia deve ser entregue a Fábio Schiochet (SC) e Kim KAtaguiri (SP) deve comandar a Comissão de Legislação Participativa.

    Com isso, o partido de Valdemar Costa Neto ficará na presidência da Comissão da Defesa da Mulher e a da Agricultura — cujo nome mais forte para assumir o cargo é o do deputado Giacobo (PR).

    O Republicanos, ficou com Direito do Consumidor e o PP, com Seguridade Social e Família e quer assumir também a do Meio Ambiente. No entanto, esta estaria com o PSD e o partido tenta um acordo dentro do bloco.

    Ainda não há, contudo, uma data definida para a instalação dos colegiados. Segundo o presidente da Câmara, uma portaria pode ser publicada nesta noite para que as comissões possam ser instaladas e os presidentes escolhidos.

    Mas o trabalho presencial na Casa voltará na semana que vem e, na avaliação dos líderes, as comissões deverão acompanhar o cronograma, caso todas as lideranças cheguem a um acordo.

    Veja como fica a distribuição das comissões até agora:

    • Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): União Brasil
    • Comissão Mista do Orçamento (CMO): União Brasil
    • Comissão de Educação: União Brasil
    • Comissão de Minas e Energia: União Brasil
    • Comissão dos Direitos da Mulher: PL
    • Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural: PL
    • Comissão de Direito do Consumidor: Republicanos
    • Comissão de Seguridade Social e Família: PP
    • Comissão de Meio Ambiente: entre PSD e Republicanos
    • Comissão de Legislação Participativa: sem definição

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