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    Câmara do Rio cassa medalhas concedidas aos irmãos Brazão

    Requerimentos para a cassação das medalhas foram apresentados pela vereadora Monica Benicio (PSOL), viúva de Marielle Franco

    O deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), um dos suspeitos de mandar matar a vereadora Marielle Franco, perdeu medalha que recebeu da Câmara carioca
    O deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), um dos suspeitos de mandar matar a vereadora Marielle Franco, perdeu medalha que recebeu da Câmara carioca 24/03/2024 - Wilton Junior/Estadão Conteúdo

    Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

    Por 20 votos favoráveis e seis abstenções, a Câmara de Vereadores do Rio cassou as medalhas Pedro Ernesto, uma das principais condecorações no estado, concedidas ao conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Domingos Brazão, e ao deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). Essa foi a sétima votação.

    Os irmãos estão presos preventivamente, acusados de serem os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, numa emboscada na região central da cidade.

    Os requerimentos para a cassação das medalhas foram apresentados pela vereadora Monica Benicio (PSOL), viúva de Marielle.

    “Essa não é uma vitória pouco importante porque, quando eu comecei o pedido, achei que ia ser uma ação simbólica, fazer o pedido de revogação de medalhas”, disse a vereadora. “Como essa Câmara hoje é comprometida com esse poder que não é mais paralelo, que é a expressão da milícia, mas que está entranhado na política. Derrotar isso é também fazer justiça por Marielle”, acrescentou.

    STF

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou, nesta terça-feira (11), para julgamento a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os irmãos Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa por envolvimento no assassinato da vereadora.

    O caso será julgado pela Primeira Turma do Supremo. A data ainda não foi divulgada.

    De acordo com a procuradoria, o assassinato ocorreu a mando dos irmãos Brazão e motivado para proteger interesses econômicos de milícias e desencorajar atos de oposição política de Marielle, filiada ao PSOL. A base da acusação é a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso da execução dos homicídios.

    Este conteúdo foi criado originalmente em Agência Brasil.

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