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    Eleições 2022

    Campanha de Bolsonaro pede direito de resposta contra Ciro por xingamentos

    Durante entrevista ao Jornal Nacional, o pedetista disse que o presidente da República teve um "comportamento genocida" durante a pandemia

    Jair Bolsonaro durante reunião do Conselho Federal de Medicina – CFM. (Brasília - DF, 27/07/2022)
    Jair Bolsonaro durante reunião do Conselho Federal de Medicina – CFM. (Brasília - DF, 27/07/2022) Clauber Cleber Caetano/PR

    Gabriela Coelhoda CNN

    em Brasília

    A campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (26) contra o candidato Ciro Gomes (PDT) por declarações feitas em sabatina no Jornal Nacional.

    Segundo a ação, em 23 de agosto, Ciro chamou Bolsonaro de genocida, o que constitui exemplo de manipulação do eleitorado por meio do discurso de ódio. A campanha também pede a remoção de vídeos sobre o assunto.

    “O candidato pedetista tinha pleno conhecimento da reprovabilidade de sua conduta, uma vez que, ao chamar o Presidente da República de genocida, aduziu que o adjetivo utilizado ‘é uma palavra ruim, dura’”.

    Para a campanha, Ciro se valeu de tema sensível ao eleitorado para difundir notícia errônea relacionada ao Covid-19, inclusive, utilizando de expressões e dados apelativos – “no Brasil morreram 11 de cada 100 pessoas que morreram no mundo na Pandemia” para associar dolosamente a imagem do candidato da Representante às mortes e ao sofrimento da população”.

    De acordo com a campanha, a garantia da livre manifestação de pensamento não possui caráter absoluto, é possível a condenação por propaganda eleitoral negativa, no caso de a mensagem divulgada ofender a honra ou a imagem do candidato.

    “O crime falsamente imputado ao autor foi o de genocídio, ligado a Covid-19, o que leva a uma comoção muito maior por parte do eleitorado; o Tribunal Superior Eleitoral já se manifestou previamente sobre a gravidade da utilização da expressão utilizada pelo Representado”.

    Para a campanha de Bolsonaro, a gravidade do pronunciamento é qualificada em razão da utilização do estado de emergência de saúde pública internacional do Covid-19 para (indevidamente) associar as mortes causadas pela doença a Jair Bolsonaro. Trata-se de propagação de desinformação apelativa, com o único objetivo de disseminar inverdades ao eleitorado, fazendo-os conectar a imagem do candidato adversário às mortes geradas por uma doença grave.

    “O imputar o grave crime de genocídio ao candidato, Ciro buscou mascarar a falsidade da informação, lançando mão de dados relacionados à doença para conferir maior legitimidade à sua fala e transmitir (pueril) segurança ao eleitorado. Eis o motivo mais relevante da conduta: conferir à desinformação uma impressão de informação privilegiada ou de que nasceu naturalmente do debate público, em lugar de ser meramente mentirosa e estar sendo disseminada intencionalmente”.

    Procurada, a assessoria de Ciro Gomes ainda não se manifestou sobre o caso.

    Debate

    As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

    O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.