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    Campanha de Tabata já planeja PSDB como plano B para Datena

    Ideia inicial do PSDB era ter candidato próprio nas eleições municipais, mas o partido enfrenta um vácuo de nomes com a revoada de tucanos para outros partidos

    Pedro DuranPedro Venceslauda CNN

    São Paulo

    Lideranças do PSDB afirmaram aos coordenadores da pré-campanha da deputada Tabata Amaral (PSB) à prefeitura de São Paulo que ao partido só interessaria uma aliança se os tucanos tivessem o posto de vice na chapa. A amarração até agrada os aliados de Tabata ouvidos pela CNN, mas enfrenta dois entraves.

    O primeiro é a não desistência do apresentador José Luiz Datena. Ele é o virtual candidato a vice e está filiado ao PSB, mas os próprios integrantes da campanha apostam que, cedo ou tarde, ele vai desistir, como já fez outras vezes, e não entrar no jogo eleitoral. Datena acumula no currículo uma dezena de partidos e quatro desistências em campanhas eleitorais.

    O segundo entrave é o caos político instaurado no PSDB. O partido vive um derretimento e deve perder a maior parte da sua bancada de oito vereadores para outras legendas depois da intervenção da executiva nacional e a decisão de não apoiar o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que não ofereceu aos tucanos o posto de vice.

    Com isso, o PSDB ficará esvaziado de lideranças, o que dificultaria a procura por um nome forte para compor a chapa com a deputada do PSB.

    Ainda assim, há quatro tucanos que foram citados por interlocutores da campanha de Tabata à CNN com chances de alçar esse voo.

    O primeiro e favorito é Ricardo Tripoli, ex-deputado federal. Ele também foi líder da bancada do PSDB na Câmara. O ex-senador José Aníbal, presidente biônico do partido escolhido pela executiva nacional, também poderia ocupar o posto.

    Outros dois nomes exigem uma amarração mais difícil. O primeiro é Carlos Bezerra, que é atualmente secretário de Assistência e Desenvolvimento Social da gestão Nunes.

    Bezerra vai deixar o cargo nas próximas semanas. O plano original era disputar a eleição como candidato a vereador. A proximidade com o prefeito poderia atrapalhar o ingresso na chapa de Tabata.

    O quarto nome traria consigo um peso extra: Mário Covas Neto. Filho de Mário Covas e tio de Bruno Covas, o ex-vereador teria que deixar o Podemos e voltar ao PSDB.

    Tripoli e Covas Neto tentaram uma das vagas ao Senado em 2018. Tripoli ficou em quarto lugar, com 9% e 3,1 milhões de votos. Covas Neto terminou a eleição em sexto, com 6% e 2,1 milhões de votos.