Celso Sabino à CNN: Fui expulso do União Brasil porque não me acovardei
Em entrevista à CNN, o ministro do Turismo afirmou que foi expulso do partido por ser responsável e não abandonar o cargo no governo Lula, destacando resultados positivos no setor
O ministro do Turismo, Celso Sabino, comentou em entrevista à CNN sua recente expulsão do União Brasil, afirmando que a decisão ocorreu porque ele "foi responsável e não se acovardou" diante do ultimato do partido para deixar o cargo no governo federal.
"Fui expulso porque fui responsável e não me acovardei. Recebi um ultimato para abandonar todas essas ações que vinha realizando no país, no turismo, abandonar a preparação para a COP30, há poucos dias da Conferência, e me deram um prazo de 24 horas", declarou Sabino.
A Comissão Executiva Nacional do União Brasil decidiu de maneira unânime pela expulsão do ministro durante reunião realizada na segunda-feira (8), em Brasília. O processo vinha sendo debatido desde setembro, quando o partido rompeu com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e determinou que seus filiados entregassem os cargos que ocupavam no Executivo.
Em outubro, Sabino foi afastado e alvo de um processo no Conselho de Ética da sigla, que culminou em sua expulsão. Durante a entrevista, o ministro destacou resultados positivos do turismo brasileiro sob sua gestão, mencionando que o país fechou o mês de novembro recebendo mais de 8 milhões e 300 mil turistas estrangeiros.
Preparação para a COP30
O ministro enfatizou que não poderia abandonar a preparação para a COP30, especialmente por ser paraense e ter trabalhado intensamente para viabilizar o evento em Belém. "Não seria responsável abandonar todas essas ações que a gente vem com muita seriedade tocando no Ministério do Turismo, e sobretudo a COP30, que foi um desafio gigante para o Brasil", afirmou.
Segundo Sabino, quando recebeu o ultimato do partido, apenas 30 delegações oficiais estavam confirmadas para o evento climático, mas a conferência terminou com a participação de 195 delegações oficiais. "Foi uma COP muito participativa, muito inclusiva. Eu não poderia ser irresponsável de abandonar tudo isso", justificou.
O ministro também criticou a decisão do União Brasil de romper com o governo federal, classificando-a como "muito equivocada". Sabino reafirmou ainda seu compromisso: "Sigo trabalhando pelo Brasil, sigo defendendo o Estado do Pará e sigo ao lado do presidente Lula".



