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    CGU pune ex-presidente da Fundação Cultural Palmares acusado de assédio moral

    Sérgio Camargo, que comandou a entidade durante o governo Bolsonaro, foi apenado com destituição do cargo que ocupava e fica inelegível por oito anos

    Segundo a investigação, Camargo foi responsável por perseguição político-ideológica, discriminação e tratamento desrespeitoso
    Segundo a investigação, Camargo foi responsável por perseguição político-ideológica, discriminação e tratamento desrespeitoso GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO

    Elijonas Maiada CNN

    Brasília

    A Controladoria-Geral da União (CGU) aplicou a sanção de destituição de cargo em comissão a Sérgio Nascimento de Camargo, ex-presidente da Fundação Cultural Palmares durante o governo Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (17).

    O processo disciplinar foi instaurado para apuração da suposta prática de assédio moral, por parte do então presidente da Fundação.

    Ao longo das investigações, a CGU aponta que ficaram comprovadas as seguintes condutas praticadas por Sérgio Camargo: tratamento sem urbanidade a diretores e coordenadores, hierarquicamente subordinados, da Fundação; violação da moralidade administrativa por promover demissões de terceirizados por motivos ideológicos; e valimento do cargo para contratar empregado terceirizado.

    As infrações disciplinares ensejaram, assim, a aplicação de destituição de cargo em comissão e inelegibilidade pelo prazo de oito anos.

    Segundo a CGU, Camargo valeu-se do cargo público para lograr proveito pessoal, o que é proibido.

    Em 2021, o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) pediu o afastamento imediato de Sérgio Camargo da presidência da Fundação Palmares por assédio moral.

    Segundo a investigação, Camargo foi responsável por perseguição político-ideológica, discriminação e tratamento desrespeitoso.

    A CNN tenha contato com a defesa de Camargo.