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    Chuvas no RS: temporais deixam aldeias alagadas e indígenas ilhados

    Mais de 7 mil famílias foram afetadas, segundo informações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Funai

    A comunidade Pindo Poty, do povo Guarani Mbya, que fica localizada no bairro Lami, em Porto Alegre é uma das mais afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul
    A comunidade Pindo Poty, do povo Guarani Mbya, que fica localizada no bairro Lami, em Porto Alegre é uma das mais afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul 06/05/2024 - Roberto Liegbott/Cimi

    Leonardo Ribbeiroda CNN

    Brasília

    Os alagamentos no Rio Grande do Sul afetaram mais de 7 mil famílias indígenas em pelo menos 60 aldeias, terras e reservas espalhadas pelo estado. A informação faz parte de um levantamento feito pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

    De acordo com os dados, 1.846 famílias foram atingidas diretamente pelo desastre natural e 5.415 famílias foram afetadas indiretamente.

    Destruição

    Entre os danos registrados estão a destruição de aldeias pelas enchentes e o isolamento por estragos em estradas.

    Comunidades do povo guarani, localizadas na região metropolitana de Porto Alegre, foram completamente alagadas. As etnias Kaingang e Charrua também foram impactadas pelo desastre.

    Ao todo, 466 famílias estão desalojadas. Não há óbito indígena confirmado, porém, 148 famílias estão ilhadas na Terra Indígena Rio da Várzea, no município de Liberato Salzano.

    “Precisamos refletir e, principalmente, agir sobre questões climáticas. O lucro não pode continuar sendo priorizado no lugar da vida das pessoas”, afirmou a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, em suas redes sociais.

    Monitoramento

    O secretário Nacional de Direitos Territoriais Indígenas, Marcos Kaingang, está na região para acompanhar resgates e a ajuda humanitária aos grupos que estão em abrigos organizados para receber temporariamente as famílias.

    “Nosso papel como Ministério dos Povos Indígenas e Funai é buscar os meios e apoios necessários, como cestas de alimentos, que é a primeira demanda dessas famílias, bem como kits médicos e de higiene pessoal. Intensificamos as articulações para que os indígenas sejam contemplados nas ações de assistência humanitária, sem risco de serem esquecidos”, disse.

    Um plano pós-enchente também vem sendo pensado em conjunto com as entidades envolvidas.

    A presidente da Funai, Joenia Wapichana, esteve na aldeia Polidoro, em Porto Alegre, onde vivem indígenas Charrua. Ouviu relatos sobre os impactos das chuvas na comunidade, como a escassez de água potável. Além disso, existe a preocupação de que os próximos temporais levem os telhados das casas.

    “A Funai está realizando um levantamento das comunidades atingidas com o objetivo de articular políticas públicas por meio de planos de ação do governo federal e dos municípios, que incluam os povos indígenas”, informou Joenia.