Ciro Gomes diz que propostas de regulação de mídia são “aberração”

Em evento em Ribeirão Preto, pré-candidato do PDT à Presidência também afirmou não descartar conversa com João Doria

Da CNN*

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Durante um discurso na a Agrishow, maior feira do agronegócio da América Latina, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, nesta quinta-feira (28), o pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, qualificou como “aberração” propostas de regulação da mídia. O assunto voltou a ser tratado na terça-feira (26) pelo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista coletiva para youtubers e canais de esquerda.

“É uma aberração numa democracia se propor regulação de mídia. Eu acho que a regulação da mídia que existe não precisa mudar: é o controle remoto. Por exemplo, a CNN abriu no Brasil e quem não gosta da CNN aperta o controle e vai para a concorrente. Eu prefiro sair do concorrente e assistir a CNN”, declarou Ciro.

Além de Ciro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) também negou, nesta semana, que faria regulação da mídia.

O presidenciável também, no mesmo discurso, não descartou um possível diálogo com outro pré-candidato à Presidência, o tucano João Doria.

“O que penso sobre o Brasil é profundamente diferente do que o Doria pensa, por exemplo. Isso não impede que a gente eventualmente dialogue. Eu sou um democrata visceral. Havendo um devido crédito, eu aceito dialogar com qualquer adversário, como sempre foi”, afirmou o pré-candidato do PDT.

Na quarta-feira (27), antes de discursar na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), Ciro já havia falado sobre dialogar com outros partidos e disse que aceitava participar de conversas com a terceira via se o diálogo entre eles tiver “critérios, regras e objetivos”.

O pedetista disse ter recebido um convite do presidente do União Brasil, Luciano Bivar, para “participar desse diálogo”. Além do União Brasil, também conversam sobre o lançamento de um candidato único o PSDB, o Cidadania e o MDB.

Regulação das mídias digitais

No começo do mês, Lula já tinha defendido uma “regulação” das mídias digitais para separar “o joio do trigo” com o objetivo de tentar evitar a disseminação de fake news na internet. Essa declaração foi dada em entrevista à rádio Lagoa Dourada, de Ponta Grossa, no Paraná.

Lula havia sido questionado se considerava as redes sociais uma “terra sem lei”.

“As pessoas às escondidas fazem coisas que não teriam coragem de fazer pessoalmente. Então a provocação, as ofensas, as falsas denúncias, as fake news são coisas que ganharam espaço muito grande na internet”, afirmou o petista na ocasião.

Como solução, o ex-presidente defendeu uma regulação sobre o conteúdo disseminado nas redes.

(*Publicado por Carolina Farias)

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