CNJ propõe criação de banheiro sem indicação de gênero em tribunais

Segundo apuração do analista de Política da CNN Matheus Teixeira no CNN 360°, o conselheiro Guilherme Feliciano deixou proposta de resolução para criar espaços sem marcação de gênero antes de sair do CNJ

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem em pauta uma proposta para a criação de banheiros sem identificação de gênero em todos os tribunais do país. A iniciativa foi apresentada pelo conselheiro Guilherme Feliciano como sugestão de resolução antes de sua saída do órgão, com o objetivo de combater a discriminação e evitar situações de transfobia. A apuração é do analista de Política da CNN, Matheus Teixeira, no CNN 360°.

A proposta de Feliciano recomenda que os tribunais organizem espaços de uso individual sem marcação de gênero para atender às necessidades fisiológicas de pessoas de qualquer gênero. O texto destaca que tais instalações não devem ser de uso exclusivo de pessoas trans, travestis, não binárias ou intersexo, mas sim facultadas a todas as pessoas, de forma plural e sem constrangimentos.

Proposta aguarda análise do CNJ e do STF

Feliciano pediu que a proposta de resolução seja encaminhada a Edson Fachin, que preside o CNJ, e a uma divisão interna do órgão responsável por questões relacionadas à discriminação contra transexuais. O conselheiro ressaltou que a medida seria necessária para garantir o respeito às minorias nos espaços dos tribunais brasileiros.

No entanto, há uma limitação institucional importante: o Supremo Tribunal Federal (STF) já analisa uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que trata do mesmo tema em âmbito nacional. Por isso, o CNJ não pode agir de forma independente ao STF. Feliciano deixou claro que qualquer resolução do conselho deverá aguardar uma decisão do Supremo sobre o assunto.

Escopo restrito aos tribunais

A proposta do conselheiro não prevê o fim dos banheiros exclusivamente femininos ou masculinos. A sugestão se restringe à criação de espaços adicionais sem identificação de gênero, de uso individual, nos tribunais do país — instituições regulamentadas administrativamente pelo CNJ.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.