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    Eleições 2022

    Com novas medidas, Twitter diz que vai combater notícias falsas sobre eleições

    Rede social vai usar conjunto de tweets de fontes confiáveis que desmentem desinformações para combater notícias fraudulentas; candidatos terão selo customizado sobre cargo disputado

    Daniel Adjutoda CNN

    São Paulo

    O Twitter antecipou, nesta segunda-feira (4), durante o Live CNN Brasil, que vai utilizar estratégias como “pre-bunks” e “debunks” para combater notícias falsas sobre as eleições deste ano. A estratégia, segundo a plataforma, servirá para esclarecer, contrapor ou contextualizar a desinformação.

    Os “pre-bunks” são um conjunto de tweets de fontes confiáveis que desmentem uma desinformação que é abordada frequentemente. As publicações vão reunir as informações verdadeiras e o conteúdo checado sobre determinado assunto, como a segurança de urnas eletrônicas, por exemplo.

    Os “debunks” (“desmascarar”, em português) funcionam de forma semelhante, mas surgirão no Twitter à medida que novas desinformações surgirem durante o período eleitoral.

    Tanto os pre-buks quanto debunks são elaborados e têm as informações reunidas pela equipe de curadoria do próprio Twitter. São eles os responsáveis pelo “Moments” da rede social, que trata de diferentes assuntos.

    O Twitter manterá como primeiro resultado de buscas sobre eleições um link com informações para o período eleitoral.

    Contas de candidatos serão identificadas

    As contas de candidatos vão receber um selo que informa a qual cargo o usuário vai concorrer. As informações serão cruzadas e disponibilizadas após a confirmação das candidaturas a presidente, governador(a), senador(a) e deputado(a) federal pelo Tribunal Superior Eleitoral.

    A identificação será obrigatória e automática. O candidato não poderá abrir mão da etiqueta. O Brasil é o segundo país no mundo em que os selos serão colocados. Os Estados Unidos foram o primeiro país a usá-los.

    Suspensão de contas

    A plataforma, no entanto, não anunciou novas punições a quem disseminar notícias falsas. O anunciado é que, de acordo com a política da empresa, conteúdos que intimidarem a participação nas eleições ou induzi-las a erros com informações falsas ou enganosas podem ser marcadas ou removidas pela empresa. A suspensão da conta segue como possibilidade em casos graves.

    O Twitter foi umas das bigtechs que firmou um acordo com o TSE para combater notícias falsas. Juntas, as empresas têm pressionado parlamentares quanto ao projeto de lei que trata das fake news.

    As plataformas alegam que o texto inicial do projeto apresentado pelo relator, dep. Orlando Silva (PCdoB-RJ), ameaçava “internet livre, democrática e aberta”.

    Na última versão do chamado “PL das Fake News”, o deputado cedeu em alguns pontos e passou a prever que não é mais obrigatória a criação de uma autorregulação pelas plataformas para transparência e responsabilidade do uso da internet.

    Além disso, em caso de descumprimento da lei, a multa passou a ser de R$ 10 até R$ 1 mil por usuário cadastrado no provedor sancionado e limitada a R$ 50 milhões por infração.

    O texto ainda não foi votado.

    Debate

    CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.