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    Enfrentando resistências, PT tenta ampliar diálogo com segmento empresarial

    Legenda quer esclarecer o ponto de vista do partido sobre a atual política de preços da Petrobras e as propostas relativas à pauta reformista

    A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann
    A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann Antonio Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Gustavo Uribeda CNN

    Brasília

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    Com resistências junto ao mercado financeiro, o PT iniciou esforço para tentar ampliar o diálogo com o segmento empresarial.

    O objetivo da ofensiva, segundo integrantes da legenda, é esclarecer o ponto de vista do partido sobre a atual política de preços da Petrobras e as propostas da legenda relativas à pauta reformista.

    A legenda vem sendo criticada por defender a reformulação da reforma trabalhista, o que gerou resistências sobretudo no segmento produtivo. Recentemente, o partido se envolveu em nova polêmica ao adotar discurso favorável à reformulação da política de paridade internacional sobre os combustíveis.

    Na tentativa de diminuir a impressão negativa, nesta segunda-feira (4), a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, tem um encontro marcado com representantes do mercado financeiro.

    A reunião, na capital paulista, é promovida pelo Esfera Brasil, um grupo de discussão com representantes do setor produtivo nacional. Além de fazer uma exposição sobre as propostas econômicas do partido, a expectativa é de que a dirigente da legenda responda a perguntas dos empresários.

    Segundo dirigentes petistas, a apresentação da presidente da legenda deve ser focada na elaboração pelo partido de um programa para a recuperação da capacidade industrial do país, um dos pilares do discurso econômico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    De acordo com relatos de dirigentes petistas à CNN, a sigla também trabalha por uma aproximação com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), hoje presidida pelo empresário Josué Gomes da Silva.

    A ideia defendida por integrantes da legenda é promover, em breve, um encontro entre Lula e Josué para a discussão de políticas industriais. O pai do empresário, José Alencar, foi vice-presidente durante os dois mandatos do petista.

    Em conversas reservadas, Lula estaria defendendo a necessidade, neste momento, de fidelizar apoios na base eleitoral petista, com acenos a movimentos sociais e a segmentos de esquerda. E, em um segundo momento, a partir de maio, abrir diálogo com setores resistentes à legenda.

    A estratégia, no entanto, não é unânime na sigla e há dirigentes partidários que defendem iniciar desde já uma ofensiva para diminuir a rejeição à candidatura do partido antes que seja tarde.

    Por isso, dirigentes petistas têm defendido nos bastidores que Lula antecipe rodadas de conversas com empresários e investidores em um esforço para abrir diálogo com o segmento.

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    CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

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