Com rejeição a Bolsonaro, Moro faz ofensiva sobre eleitorado feminino
Ex-juiz federal programa encontros com mulheres, ampliou defesa de vacinação infantil e fará capítulo específico no programa de governo para esse público

Na tentativa de se viabilizar como uma terceira via, o ex-juiz federal Sergio Moro (Podemos) iniciou estratégia de aproximação ao eleitorado feminino, que tem dado sinais de insatisfação com a administração do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em esforço para atrair o apoio das mulheres, sobretudo as identificadas com o centro e a direita, Moro tem reforçado nas redes sociais a defesa da imunização pediátrica e programou encontros no primeiro trimestre com lideranças femininas.
O primeiro será promovido no dia 5 de fevereiro, em São Paulo, em um fórum da Associação Feminina de Combate à Corrupção. Em março, o ex-juiz federal fará um encontro para anunciar a coordenadora de sua campanha eleitoral de políticas para as mulheres.
Segundo a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, o programa de governo de Moro terá um capítulo voltado às mulheres. O partido tem formulado políticas específicas focadas na área econômica, como a geração de emprego e o aumento da renda.
A última pesquisa Genial/Quaest, realizada no início de janeiro, mostrou que a rejeição à atual gestão aumentou de 50% para 55% entre o eleitorado feminino, mesmo período em que o presidente criticou a vacinação infantil no país.
Como a CNN Brasil mostrou na sexta-feira (14), o PL, partido de Bolsonaro, pretende apresentar em fevereiro ao presidente um diagnóstico de seu desempenho eleitoral nas unidades federativas.
O diagnóstico do partido, baseado em pesquisas eleitorais divulgadas até agora, é que o discurso do presidente contra a vacina, sobretudo de crianças de 7 a 11 anos, têm aumentado seus índices de rejeição.
Em conversas reservadas, dirigentes da sigla defendem que o mandatário faça lives semanais mais curtas, focadas em apenas três temas, evitando, assim, declarações polêmicas.
Nas palavras de um parlamentar do partido, o cenário das próximas eleições é diferente ao de 2018 e seria mais adequado, neste momento, que o presidente fosse mais comedido em suas declarações, assumindo uma postura mais presidencial.
Veja os possíveis candidatos à Presidência da República em 2022:
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1 de 11O presidente Jair Bolsonaro (PL) participa de solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília - 20/06/2022
Crédito: CLÁUDIO REIS/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO -
2 de 11Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente, governou o país entre 2003 e 2010 e é o candidato do PT
Crédito: Foto: Ricardo Stuckert -
3 de 11O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) tenta chegar ao Palácio do Planalto pela quarta vez
Crédito: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO -
4 de 11Simone Tebet cumpre o primeiro mandato como senadora por Mato Grosso do Sul e é a candidata do MDB à Presidência
Crédito: Divulgação/Flickr Simone Tebet -
5 de 11Felipe d'Avila, candidato do partido Novo, entra pela primeira vez na corrida pela Presidência
Crédito: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO -
6 de 11José Maria Eymael (DC) já concorreu nas eleições presidenciais em 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018, sempre pelo mesmo partido
Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Bras -
7 de 11Vera Lúcia volta a ser candidata à Presidência da República pelo PSTU. Ela já concorreu em 2018
Crédito: Romerito Pontes/Divulgação -
8 de 11Leonardo Péricles, do Unidade Popular (UP), se candidata pela primeira vez a presidente
Crédito: Manuelle Coelho/Divulgação/14.nov.2021 -
9 de 11Sofia Manzano (PCB) é candidata à Presidência da República nas eleições de 2022
Crédito: Pedro Afonso de Paula/Divulgação -
10 de 11Senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), candidata à Presidência da República - 02/08/2022
Crédito: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO -
11 de 11Padre Kelmon (PTB) assumiu a candidatura à Presidência após o TSE indeferir o registro de Roberto Jefferson (PTB)
Crédito: Reprodução Facebook




