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    Comissão de Ética questionará Albuquerque e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro sobre joias

    Na semana passada, o colegiado federal abriu procedimento investigatório sobre a entrada de estojos de joias, durante o governo de Jair Bolsonaro, que não foram declarados à Receita Federal

    Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia
    Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia Ministério de Minas e Energia

    Gustavo Uribe

    A Comissão de Ética da Presidência da República solicitará informações ao ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, sobre o escândalo das joias.

    Na semana passada, o colegiado federal abriu um procedimento investigatório sobre a entrada de estojos de joias de uma marca de luxo, durante o governo de Jair Bolsonaro, que não foram declarados à Receita Federal.

    A expectativa é de que as diligências sejam enviadas ainda nesta semana. Um pedido de informação deve ser encaminhado também para o ex-secretário da Receita Federal, Júlio César Gomes.

    Caso o colegiado federal conclua que houve desvio ético, ele pode impor a envolvidos no episódio das joias uma sanção de censura ética.

    A pena é uma repreensão pública pela conduta de uma autoridade, uma espécie de mancha no currículo, mas que não a impede de exercer novos cargos públicos.

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou na segunda-feira (13) que irá entregar as joias recebidas de presente da Arábia Saudita ao Tribunal de Contas da União (TCU).

    O segundo estojo de joias sauditas, com relógio, caneta e outros itens, que ficou sob a posse de Bolsonaro, deve ser entregue à Corte de forma espontânea “até ulterior decisão acerca dos mesmos”, segundo a defesa do ex-presidente.