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    Eleições 2022

    Conversas sobre 3ª via foram ‘sequestradas’ por caciques dos partidos, diz d’Avila

    Pré-candidato à Presidência pelo Novo criticou outras legendas que buscam alternativa à polarização por só se preocuparem com a eleição de deputados

    Luiz Felipe d'Avila
    Luiz Felipe d'Avila DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

    Da CNN

    O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Luiz Felipe d’Avila, criticou nesta quarta-feira (27) os dirigentes dos partidos de centro que discutem a viabilidade de uma candidatura de terceira via por terem “sequestrado” o tema sem apresentarem propostas para o país.

    Segundo ele, o Novo não aderiu ao grupo porque propôs discutir um plano para tirar o Brasil de um “marasmo de 20 anos de baixo crescimento econômico”, mas a discussão não aconteceu.

    “Os caciques políticos tomaram conta disso [discussões sobre a terceira via] e eles só estão preocupados em contabilizar quantos deputados vão conseguir eleger. Porque o que dá dinheiro para um partido, hoje, é a eleição de um deputado”, afirmou, sem citar nomes.

    A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo portal UOL em parceria com o jornal Folha de S.Paulo.

    Luiz Felipe d’Avila afirmou ainda que a democracia brasileira está “cambaleando” devido ao “esgarçamento” das instituições, do Estado de Direito e das leis. Citou como exemplo o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) concedendo um indulto individual — ou graça — ao deputado federal Daniel Silveira (PTB), condenado por ameaças aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

    ”O golpe é do populismo”

    O pré-candidato do Novo comparou a crise atual entre os Poderes com a situação do Brasil pré-golpe militar de 1964.

    “Nós estamos vivendo 1963, estamos aqui à beira do fim do governo João Goulart. É isso que está acontecendo no Brasil. E nós vamos ter, sim, um problema institucional da maior gravidade desde a redemocratização do Brasil. Por isso que nós temos de levar esse senso de urgência à população”, disse.

    Ele ainda afirmou considerar que o Brasil está à beira de uma crise na democracia como em 1963.

    “Só que, desta vez, não vai ser golpe [militar]. O golpe é do populismo, que tem uma outra estratégia de golpe. É esgarçando a credibilidade das instituições. Só o populista é o verdadeiro e legítimo representante da verdade popular e todas as instituições jogam contra o povo, contra a vontade popular e, portanto, eles querem destruir as instituições para ter o poder absoluto”, disse.

    Debate

    A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

    *Publicado por Estêvão Bertoni, com informações de Carolina Ferraz, da CNN