COP26: Marinho fala em “produzir água” e recuperar bacias para próximas gerações

Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, esteve em painel com o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, nesta quinta (04)

Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, em entrevista à CNN
Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, em entrevista à CNN Reprodução / CNN

Raphael Coraccinida CNN

Em São Paulo

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Em participação na COP26 nesta quinta-feira (04), o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse que os programas de tratamento das bacias hidrográficas têm o potencial de “produzir água” para as gerações futuras.

“(A água) é um bem finito, e se não for tratado bem, não chegará às próximas gerações”, diz o ministro.

Segundo Marinho, essa “produção” será possível com o tratamento de bacias degradadas e investimento público e privado definidos pelo novo Marco Legal do Saneamento.

“Com o Marco Legal do Saneamento, vamos levar água tratada para 99% do território brasileiro até 2033. Nas residências, esgoto doméstico para 100 milhões de brasileiros”, garante o ministro.

O Ministério do Desenvolvimento Regional afirma que o Brasil vai investir R$ 70 bilhões por ano na próximo década com a participação da iniciativa privada por meio dos leilões de saneamento básico, esgotamento sanitário e resíduos sólidos urbanos.

Números até aqui

Apesar dos números na ordem de bilhões previstos pelo ministério, o primeiro edital levantou apenas R$ 67 milhões, com 26 projetos aprovados de revitalização das bacias do São Francisco, Parnaíba e Rio Grande, abrangendo 250 municípios em dez estados.

“No segundo edital, vamos ter uma procura maior, temos oito empresas que já assinaram conosco protocolos de intenção e outras 20 que estão buscando essa parceria e prestes a assinar”, diz Marinho.

O MDR não divulgou o quanto espera receber com os leilões de saneamento básico que serão realizados entre o final deste ano e o primeiro trimestre de 2022.

Para o leilão de esgotamento sanitário, programado para início de 2022, o MDR espera arrecadar R$ 470 milhões.

Os leilões de resíduos sólidos urbanos devem arrecadar, segundo o ministério, R$ 3,3 bilhões até o segundo semestre do ano que vem.

Próximos leilões

  • Saneamento básico

Blocos B e C – Alagoas (dezembro de 2021)

Bloco 3 Rio de Janeiro – CEDAE (dezembro de 2021)

Porto Alegre/RS (primeiro trimestre de 2022)

São Simão/GO (primeiro trimestre de 2022)

 

  • Esgotamento sanitário

Crato/CE (primeiro trimestre de 2022)

 

  • Resíduos sólidos

Bauru/SP (primeiro trimestre de 2022)

Teresina/PI (primeiro trimestre de 2022)

Consórcio Convale/MG (segundo trimestre de 2022)

Consórcio Comares?MG (segundo trimestre de 2022)

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