COP30: Estamos aqui para transformar ambição em resultados, diz Alckmin
Vice-presidente abriu Plenária de Alto Nível com ministros de centenas de países na última semana da COP30 em Belém; discussões políticas podem "destravar" pauta na reta final da Conferência

O vice-presidente Geraldo Alckmin participou, nesta segunda-feira (17), da abertura da Plenária de Alto Nível da COP30, em Belém (PA). Durante o discurso, ele reafirmou o pacto do Brasil com o combate das mudanças climáticas, ao desmatamento, e o incentivo à energia limpa, inovação, inclusão e justiça climática.
"Estamos aqui para transformar ambição e resultados e políticas públicas, garantir que a ação climática global seja guiada pela ética da responsabilidade, que une ciência, solidariedade, progresso e dignidade", disse.
Alckmin comentou sobre o compromisso proposto pelo governo brasileiro nesta edição da Conferência do Clima. "O Brasil propõe que a COP30 deixe como legado mapas de ação integrados na aceleração da transição energética, para sair da dependência dos combustíveis fósseis; na erradicação do desmatamento ilegal; e na promoção da cooperação entre governos, empresas e comunidades locais. Somente em um 'mutirão' lograremos mudar mentes e realidades", complementou o vice-presidente.
Nesta última semana de COP30, os ministros de centenas de países devem se reunir para discussões políticas que podem "destravar" a pauta das negociações. Assuntos como o financiamento climático, pacote de adaptação, metas de descarbonização e ambição climática, transparência e critérios de dados, além do “roadmap do petróleo” devem entrar na pauta.
Cooperação entre países
No início da plenária, o Secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, também falou aos ministros e disse que existe vontade entre os países, mas ainda não há velocidade nos acordos.
"Precisamos mostrar a cooperação do clima de forma firme em um mundo fragmentado. Claramente, existe muito trabalho a nossa frente e eu conclamo a chegarmos nas questões mais difíceis rapidamente. Quando as questões entram na 'hora extra', todos perdem", disse.



