Covas prioriza economia e Boulos temas sociais em 1º debate do segundo turno

Candidatos do PSDB e do PSOL participaram do debate organizado pela CNN

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), candidatos a prefeito de São Paulo classificados para o segundo turno das eleições municipais, participaram nesta segunda-feira (16) do debate organizado pela CNN, o primeiro da segunda etapa da disputa na capital paulista.

Covas concentrou suas intervenções tratando de economia e da situação fiscal da cidade. Para o atual prefeito, “combate à desigualdade social se faz com responsabilidade fiscal”.

Ele também disse que a gestão iniciada em 2017 herdou as contas da cidade em mau estado e precisou fazer ajustes para retomar a capacidade de investimento.

Boulos tratou de um conjunto de programas sociais e projetos que pretende implementar se for eleito prefeito.

Ele argumentou que a cidade tem dinheiro para essas medidas e que pretende expandir a equipe da Procuradoria-Geral do Município para cobrar os devedores da cidade de São Paulo, arrecadar esses recursos e custear as medidas.

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No campo político, Boulos criticou Covas e a relação entre o atual prefeito e o antecessor, o hoje governador João Doria (PSDB). Para o candidato do PSOL, o governador “abandonou” a cidade ao renunciar ao cargo de prefeito em 2018.

Já Covas classificou o oponente como “radical” e disse que ele não tem experiência de gestão em articulação política. O candidato do PSDB enfatizou que considera Boulos inexperiente e dono de posições políticas que julga extremadas.

Veja, bloco a bloco, os temas debatidos pelos candidatos a prefeito de São Paulo na CNN.

1º bloco

No primeiro bloco, os candidatos responderam às perguntas formuladas pelo jornalismo da CNN. Boulos e Covas debateram uma possível segunda onda da Covid-19, impostos e o papel de cabos eleitorais, como o governador João Doria (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sobre o novo coronavírus, Boulos afirmou que tomaria medidas diferentes das adotadas pela prefeitura e apostaria em estratégias semelhantes às usadas em países que lidaram de maneira bem-sucedida com a pandemia, como a China e a Coreia do Sul. 

Covas disse que o gerenciamento da pandemia na cidade foi feito com base na realidade paulistana e citou a construção de dois hospitais de campanha, que teria ampliado a capacidade de atendimento.

2º bloco

No segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si, com momentos para réplica e tréplica. Covas e Boulos trataram de PPPs, pessoas em situação de rua, demanda represada na saúde pública e Cracolândia.

Os candidatos trataram sobre a situação e o financiamento de obras em andamento na saúde pública. Sobre as parcerias público-privadas (PPPs), Covas acredita que elas atraem recursos; Boulos, que elas elitizam serviços públicos.

Boulos propôs a transformação gradual dos abrigos no que chamou de “casas solidárias” e criticou a atuação de Covas no tema das pessoas em situação de rua. O atual prefeito afirmou que organizou chamamentos com hotéis e clubes para criar novas vagas e aumentou o tempo de permanência nos abrigos. 

3º bloco

No terceiro bloco, os candidatos seguiram trocando perguntas entre si, com intervalos para réplica e tréplica. Boulos e Covas debateram a coleta e o tratamento de lixo, reforma tributária, a regularidade de contratos públicos e as políticas para habitação.

Os candidatos debateram propostas para a coleta de lixo na cidade, cuja concessão vence em 2024. Covas chamou o próximo mandato da prefeitura de “janela de oportunidade” para discutir modelos mais modernos. 

Boulos propõe aumentar a compostagem do lixo orgânico e a universalização da coleta seletiva que vai de porta a porta. “É preciso virar a página dos aterros [sanitários]”, declarou. 

4º bloco

No quarto bloco, os candidatos responderam a uma mesma pergunta feita pelo jornalismo da CNN, sobre o que farão para reduzir o desemprego na cidade de São Paulo.

Primeiro a responder, o candidato do PSDB propôs um aumento dos cursos de capacitação profissional, ampliando as vagas no Programa Operação Trabalho (POT), que capacita pessoas de baixa renda desempregadas

O candidato do PSOL quer reverter a concentração de empregos na região central de São Paulo, com obras públicas de infraestrutura em regiões mais distantes. Boulos afirma que, assim, pode reduzir também o trânsito e a lotação do transporte público.

Considerações finais

Na última parte do debate da CNN nesta segunda-feira (16) os candidatos à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) e Bruno Covas (PSDB) tiveram um minuto para fazer as considerações finais. 

Guilherme Boulos citou seu pouco tempo de televisão no primeiro turno e disse que teve pouca oporunidade para mostrar o projeto que tem para a cidade. “Se mesmo assim tivemos mais de um milhão de votos e estamos criando uma onda da virada, nos próximos 15 dias, essa onda só vai crescer”. 

Covas também disse estar muito agradecido por vencer em todos os distritos da cidade. “Não tenho a menor dúvida que a esperança vai vencer os radicais no segundo turno, assim como venceu no primeiro turno”, finalizou. 

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