CPI erra em convocações e quebras de sigilo, diz senador governista

Marcos Rogério falou à CNN que decisões da comissão tem 'fragilizado' o trabalho da mesma

Produzido por Rudá Moreirada CNN

em Brasília

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Em entrevista à CNN, o senador Marcos Rogério (DEM-RO), integrante da CPI da Pandemia, afirmou que a comissão “tem errado em muitas convocações e em muitas quebras de sigilo”. Segundo o parlamentar, “isso acaba por fragilizar o trabalho” dos senadores.

“Muitas das vezes a CPI tem apresentado requerimentos genéricos”, disse. “É preciso ter consistência.”

 

A CPI da Pandemia aprovou nesta terça-feira (31) a convocação da advogada Karina Kufa, que defende membros da família Bolsonaro. Na mesma sessão, os senadores também aprovaram uma reconvocação do motoboy Ivanildo Gonçalves, que não foi depor após decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a quebra de sigilos da empresa VTCLog – em que ele atuava.

Segundo Rogério, o depoimento de Gonçalves pode ser útil à CPI, mas o caso necessita de investigação. “Não há porquê a comissão deixar de ouvir alguém que tenha algum elemento”, afirmou.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES) apresentou requerimento à CPI pela quebra de sigilos do motoboy.

Vazamento

Rogério também criticou o suposto vazamento de informações sigilosas na comissão. “Tem gente vazando publicamente informações da CPI”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, essa situação colocou o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), em uma “posição incômoda”. Apesar disso, uma nota enviada pela CPI à ministra do STF, Cármen Lúcia, nega o acesso a informações sigilosas. A integrante da corte pediu uma explicação sobre dados que teriam vazado do líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR).

Investigação

Mesmo com os embates da oposição e da ala governista nas oitivas, Rogério ressalta que o foco dos senadores não é o “embate pessoal”, mas sim a investigação. Segundo ele, a busca das provas e evidências é o que vai “robustecer” o relatório final.

(Publicado por Bruna Baddini)

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