CPMI das Fake News prevê volta para o fim de abril

Comissão foi instalada em 2019 para apurar suspeitas de ataques cibernéticos e disseminação de notícias falsas

Leandro Resendeda CNN

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O retorno das atividades no Congresso Nacional, com a eleição das presidências de Câmara e Senado nesta segunda-feira (1º) reacendeu o debate sobre o retorno das comissões parlamentares, paralisadas desde março do ano passado, com o começo da pandemia de coronavírus. Uma delas, a CPMI das Fake News, prevê seu retorno para o final de abril,  de acordo com o presidente da comissão, senador Ângelo Coronel (PSD-BA). 

Ele relatou à CNN que ouviu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e de Rodrigo Pacheco (DEM-RO) a previsão de que os trabalhos serão retomados daqui dois meses, desde que o Brasil atinja a marca de pelo menos 60 milhões de pessoas vacinas contra a Covid-19. 

 

“Ouvi essa previsão do atual presidente do Senado e do provável novo presidente na semana passada. Seriam retomadas todas as comissões desde que tenhamos este número de vacinados em todo o Brasil”, afirmou o senador. 

A CPMI das Fake News foi instalada em 2019 para apurar suspeitas de ataques cibernéticos e disseminação de notícias falsas que foram usadas para influenciar as eleições de 2018, que possivelmente foram utilizadas como ferramenta política para influenciar nos resultados das eleições de 2018.

Em depoimentos prestados à CPMI, ex-aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como os deputados federais Joice Hasselmann (PSL-SP) e Alexandre Frota (PSDB-SP), acusaram o governo federal de montar uma estrutura de desinformação e ataques nas redes. 

O tema ganhou força em 2020 após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinar uma série de buscas e apreensões contra militantes digitais ligados ao governo federal. 

A nova composição das forças políticas do Congresso, com a formação de uma maioria pró-governo, não atrapalharão os andamentos da CPMI, acredita o senador. Ele promete colocar em votação todos os requerimentos de convocação que forem apresentados pelos deputados, como os que pedem a ida do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) para prestar depoimento aos senadores e deputados. “Há muita especulação sobre o andamento dessa CPMI, mas o plenário é soberano. Tudo o que eu receber de requerimento, irei colocar para votar”, prometeu o parlamentar.

 

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