“Cristofobia”, deputado defende Bolsonaro e critica ações de Moraes

Em entrevista à CNN, Hélio Lopes (PL-RJ) questionou decisão judicial e afirmou que será necessário fazer uma perícia para saber o que houve com a tornozeleira do ex-presidente

Da CNN Brasil
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A Polícia Federal prendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua residência em Brasília neste sábado (22). A prisão foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes após solicitação da PF (Polícia Federal). O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), que estava em vigília em frente ao condomínio no momento da chegada dos agentes, manifestou-se sobre o ocorrido em entrevista à CNN.

Lopes relatou que estava realizando orações quando observou um comboio de cinco viaturas descaracterizadas por volta das 5h da manhã. Bolsonaro deixou às 6h25 e foi levado para a superintendência da PF.

O deputado federal contestou os motivos apresentados para a prisão preventiva e chamou de “cristofobia”.

Segundo Lopes, a justificativa inicial do pedido de prisão estava relacionada às manifestações convocadas por Flávio Bolsonaro e foi alterada posteriormente para uma suposta violação da tornozeleira eletrônica.

"Tem que ter um laudo pericia para atestar o que houve com a tornozeleira. Tentou violar? Tentou tirar? Mexeu no lacre? A tornozeleira pode ter batido em algum lugar", argumentou.

Ele afirma ser injusta a pena de 27 anos e 3 meses de prisão e criticou Moraes, que condenou Bolsonaro por ser uma das lideranças dos atos de 8 de janeiro em uma tentativa de golpes de Estado.

Sobre a possibilidade de organizar manifestações ou acampamentos em apoio a Bolsonaro, como ocorreu com o presidente Lula (PT) em Curitiba, Lopes afirmou que continuará realizando vigílias individuais. "O que eu posso te falar é que eu vou continuar fazendo vigília onde ele estiver", declarou.

O parlamentar expressou preocupação com o estado de saúde do ex-presidente, mencionando que ele "toma vários medicamentos" e já passou por diversas cirurgias desde o ataque com faca que sofreu em setembro de 2018.

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