Cúpula do Congresso trata o 8 de Janeiro como "ato de governo"

Segundo informações de Clarissa Oliveira no Live CNN, a ausência de Hugo Motta e Davi Alcolumbre na cerimônia de um ano dos ataques foi decidida antes do debate sobre o veto ao PL da Dosimetria

Da CNN Brasil
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A cúpula do Congresso Nacional encara o ato alusivo ao 8 de Janeiro como uma cerimônia de caráter governamental, e não institucional. Essa percepção pavimenta o caminho para o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que reduz penas dos envolvidos nos ataques aos Três Poderes. A informação é de Clarissa Oliveira, no Live CNN.

Segundo a apuração da analista, a decisão dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União–AP), de não participarem da cerimônia foi tomada antes mesmo do início das discussões sobre o possível veto presidencial. Interlocutores próximos aos líderes do Congresso afirmam que eles já enxergavam o evento como um ato de governo desde o ano passado.

Ausência estratégica e timing político

"Fontes ligadas ao presidente da Câmara revelaram que, caso Hugo e Alcolumbre estivessem presentes na cerimônia, Lula poderia considerar não formalizar o veto naquele momento por questões de elegância política. No entanto, a ausência dos líderes do Legislativo abre espaço para que o presidente formalize sua posição contrária ao projeto durante o evento", afirma Clarissa.

Um fator adicional que pesou na decisão dos líderes do Congresso foi o contexto eleitoral. Um dos interlocutores consultados destacou que, além de ser um ato de governo, a cerimônia ganha conotação eleitoral para Lula em um ano de disputas municipais, o que tornaria ainda menos apropriada a presença dos chefes do Legislativo.

Possibilidade de veto parcial

Nos bastidores, discute-se a possibilidade de Lula optar por um veto parcial ao projeto, concentrando-se especificamente no chamado "andar de cima" - os envolvidos na trama golpista que são julgados pelo Supremo Tribunal Federal. Essa estratégia poderia preservar a redução de penas para manifestantes com menor participação nos atos, como o caso citado da "Débora do Batom".

O presidente já anunciou publicamente sua intenção de vetar o projeto que trata da redução de penas dos envolvidos no 8 de Janeiro e na trama golpista. Com a ausência confirmada dos líderes do Congresso, a cerimônia se configura como um momento oportuno para a formalização dessa decisão, sem constrangimentos institucionais.

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