Defesa de Bolsonaro deve alegar que joias foram presente pessoal
Estratégia seria negar uma "troca de presentes entre chefes de Estado" e culpar o ex-ministro Bento Albuquerque por não ter declarado valor à Receita Federal
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve seguir a estratégia de alegar que as joias recebidas pela Arábia Saudita foram enviadas como presente pessoal e não como uma "troca de presentes entre chefes de Estado". As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.
Segundo a apuração da âncora, a defesa deve dizer que, como não há nenhum papel que declare que as joias foram direcionadas ao Estado brasileiro, elas foram enviadas como presente para Bolsonaro.
A estratégia também incluiria alegar que, na Arábia Saudita, o valor de R$ 16 milhões seria baixo, para contribuir com a hipótese de que o presente seria pessoal.
A defesa ainda deve dizer que, se houve falha na entrada das joias no país, a culpa é do ex-ministro Bento Albuquerque, que não declarou o valor que trazia para a Receita Federal.
*Publicado por Fernanda Pinotti, com informações de Daniela Lima, da CNN


