Defesa de Garnier pede rescisão da delação de Cid e critica proposta

Segundo o advogado Demóstenes Torres, a colaboração de Cid é ilegal e "trará problemas se for aceita"

Davi Vittorazzi, Gabriela Boeachat e Tayná Farias, da CNN
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O advogado do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, Demóstenes Torres, pediu nesta terça-feira (2) a rescisão da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a defesa de Garnier, a colaboração de Cid é ilegal e "trará problemas se for aceita".

"Hoje, ou se homologa e aceita a delação, ou ela é rescindida. Nós não estamos pedindo a nulidade, estamos pedindo a rescisão da delação", disse Torres.

A defesa alegou ainda que a PGR (Procuradoria Geral da República) apontou dois novos fatos que não existem na denúncia, ferindo o princípio da congruência. "O STF diz que não é possível que o réu se defenda de algo que não lhe foi imputado", prosseguiu o advogado.

Almir Garnier é acusado de ter colocado tropas à disposição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Quem são os réus do núcleo 1?

Além do ex-presidente Jair Bolsonaro, o núcleo crucial do plano de golpe conta com outros sete réus:

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
  • Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022.