Defesa de Torres lamenta condenação e diz que provas foram ignoradas
Ex-ministro foi condenado a 24 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022
Em nota divulgada nesta terça-feira (25), a defesa de Anderson Torres lamentou a condenação do ex-ministro da Justiça.
"[Torres] lamenta que as inúmeras provas que demostram não estar envolvido, direta ou indiretamente, com qualquer tentativa de golpe de Estado, tenham sequer sido consideradas na decisão que o condenou", escreveu o advogado Eumar Novacki.
O ex-ministro foi condenado a 24 anos de prisão no âmbito da trama golpista que tentou impedir a posse do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a defesa, Torres discutia com seus advogados a apresentação de recurso quando recebeu a notícia da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o trânsito em julgado do caso.
O advogado afirma que o ex-ministro "recebeu com serenidade" e prontamente se apresentou ao local onde cumprirá sentença.
O ex-ministro alegou sofrer ameaças e pediu para não ficar em presídio comum. Moraes determinou que Torres cumpra pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.
A sessão apelidada de "Papudinha" é um presídio menor, com condições melhores que o restante do complexo e de maior controle. Ali são detidos presos com direito a prisão especial, como policiais militares e autoridades que, por razões de segurança, não podem ficar com detentos comuns.


