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    Defesa do ex-comandante da PMDF reitera pedido para revogação da prisão

    Fábio Augusto Vieira foi exonerado após os atos criminosos que ocorreram em Brasília em 8 de janeiro; PGR afirma ex-comandante poderia e deveria ter acionado o efetivo necessário para conter a ação criminosa

    Fábio Augusto Vieira, ex-comandante geral da PM do DF.
    Fábio Augusto Vieira, ex-comandante geral da PM do DF. Reprodução

    Gabriela Coelhoda CNN

    Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar contra a revogação da prisão do ex-comandante da PMDF, Fábio Augusto Vieira, a defesa reiterou um pedido de revogação de prisão. Vieira foi exonerado após os atos criminosos que ocorreram em Brasília, no dia 8 de janeiro.

    Mais cedo, a PGR afirmou que esse não é o momento para se esmiuçar provas e analisar o mérito da investigação – ainda pendente de diligências e da análise de elementos para subsidiar o entendimento (opinio delicti) do Ministério Público Federal (MPF).

    Conforme defendeu a PGR, o ex-comandante poderia e deveria ter acionado o efetivo necessário para conter a ação criminosa, reiterando que ele esteve na Praça dos Três Poderes durante a invasão do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF).

    Para a defesa, entretanto, Vieira se utilizou dos meios até então disponíveis para evitar o problema dos atos criminosos, e que ele foi informado sobre a suficiência do contingente policial que se destinaria a conter qualquer ameaça.

    “Não é verdadeira a narrativa de que o Requerente não buscou se inteirar sobre as providências que foram tomadas para garantir a segurança no dia 08 de janeiro de 2023. Conforme mencionado pelo Requerente em seu depoimento perante a Polícia Federal, todas as notícias a ele repassadas eram no sentido de que todo o contingente já escalado e pronto para ser empregado era suficiente para promover a segurança no dia 08 de janeiro de 2023, inclusive, sendo noticiado a ele o emprego total das forças especiais”, afirmou a defesa.