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    Deputado do PT pede que CPMI ouça interlocutora de Cid no caso do Rolex

    Maria Farani Rodrigues, ex-assessora da Presidência durante a gestão de Jair Bolsonaro, aparece em troca de e-mails onde tenente-coronel negocia a venda de relógio

    Tenente-coronel Mauro Cid tentou negociar a venda de um relógio da marca Rolex
    Tenente-coronel Mauro Cid tentou negociar a venda de um relógio da marca Rolex Foto: Roque de Sá/Agência Senado

    Marcos Amorozoda CNN

    Brasília

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro pode convocar Maria Farani Rodrigues.

    Ela é a interlocutora que aparece nas conversas em que o tenente-coronel Mauro Cid tenta negociar a venda de um relógio da marca Rolex.

    O requerimento de convocação foi protocolado nesta sexta-feira (04) pelo deputado Rogério Correia (PT-MG).

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    Troca de mensagens

    Documentos obtidos pela CPMI mostram que Mauro Cid tentou vender um relógio de luxo recebido em viagem oficial ao Reino da Arábia Saudita.

    Em uma troca de e-mails, Maria Farani Rodrigues responde ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro agradecendo pelo interesse em vender o relógio, e questiona se a peça tem certificado de garantia original.

    Ela explica, ainda, que o mercado para relógios da marca Rolex usados está em baixa, já que o valor de produção é muito elevado. Cid responde que não possui certificado, já que o relógio foi recebido como presente em viagem oficial, mas garante que a peça nunca foi usada e estima seu valor em US$ 60 mil (quase R$ 300 mil pela cotação atual do dólar).

    Relógio em ouro branco, platina e diamantes

    O relógio da marca Rolex é descrito como um modelo Oyster Perpetual Day Date em ouro branco, platina e diamantes, com pulseira modelo Presidente, caixa em madrepérola e diamantes.

    De acordo com registros do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica, também obtidos pela CPMI, o relógio foi oferecido pelo rei Salman Bin Abdulaziz al Saud, da Arábia Saudita, durante visita oficial em outubro de 2019.

    Pelas mensagens, não fica claro se Maria Farani é quem seria responsável pelas negociações ou se ela estaria mediando o diálogo de Cid com outra pessoa.

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    Funcionária de Damares

    Até junho deste ano, Farani estava alocada no gabinete da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), integrante da CPMI e ex-ministra do governo Bolsonaro. À época da troca de emails, Farani era assessora do Gabinete Adjunto de Informações do Gabinete Pessoal do presidente da República, em 2022.

    O deputado Rogério Correia também protocolou um requerimento pedindo um novo depoimento de Mauro Cid, que foi à CPMI em 11 de julho e não respondeu aos questionamentos dos deputados. Na última quinta (03), a comissão aprovou a quebra de sigilos bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A CNN não conseguiu contato com a defesa de Maria Farani Rodrigues.