Deputados debatem depoimentos na CPI da Pandemia

Deputados federais Ricardo Barros (PP-PR) e Alexandre Padilha (PT-SP) falaram à CNN sobre os depoimentos previstos para esta semana

Anna Gabriela Costa, Jorge Fernando Rodrigues e Layane Serrano, da CNN, em São Paulo

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Os deputados federais Ricardo Barros (PP-PR) e Alexandre Padilha (PT-SP) falaram à CNN, neste domingo (6), sobre a importância da CPI da Pandemia – que investiga a ação das autoridades diante da pandemia de Covid-19 no Brasil – e quais os temas mais relevantes que devem ser investigados nos próximos dias.

Nesta terça-feira (8), prestará depoimento o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; na quarta-feira (9), a comissão receberá Élcio Franco, que atuou como secretário-executivo do Ministério da Saúde. 

O deputado de oposição Alexandre Padilha considera necessário que os representantes da pasta de Saúde no governo de Jair Bolsonaro (sem partido) expliquem as conduções diante da crise gerada pela pandemia.

“Tanto o atual ministro quanto o secretário-executivo têm muito a explicar, porque diariamente surgem fatos novos, que mostram que o governo Bolsonaro desde o início da pandemia criou obstáculos e não agiu. Tem que explicar a decisão sobre a Copa América, os jogadores serão vacinados quando? A tempo? O Ministério da Saúde atual foi consultado sobre isso? Teve orientação sobre isso? Então o ministro tem que dar expilações sobre as decisões que não foram tomadas antes e as de agora”, disse Padilha. 

Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros afirma que o ministro da Saúde pode contribuir com a CPI por sempre trazer “informações privilegiadas”. 

“Queiroga sempre tem muito a explicar, tanto é que dá coletiva todos os dias, tem informações privilegiadas, anunciou recentemente a antecipação de vacinas da Janssen, que é dose única. A questão da Copa América: nós já tivemos todo campeonato brasileiro, eliminatórias da Copa, tem jogo todo dia no Brasil. Quem não tiver teste de Covid não entra em campo, as medidas são as mesmas adotadas para todos os eventos que acontecem no país. É mais discurso e palanque não tem nada de diferente das demais competições que acontecem no país”, disse Barros. 

Além da discussão sobre a Copa América, que será realizada no Brasil a partir do próximo domingo (13), os deputados falaram sobre a abordagem da efetividade de medicamentos na CPI da Pandemia.

“A cloroquina é um medicamento há mais de 70 anos aplicado. Vejo que cloroquina está resolvido, ele [medicamento] foi recomendado para os primeiros sintomas. Ninguém tem verdade nenhuma sobre Covid, não tem verdade absoluta sobre Covid, todo mundo está aprendendo”, afirmou o deputado governista. 

Alexandre Padilha, em contrapartida, acredita que a CPI não deve ser utilizada para discutir medicamentos que não tem comprovação de eficácia contra a Covid-19. 

“Tem várias verdades já estabelecidas pela ciência, a CPI não é o espaço qualificado para isso, não tem que debater esse medicamento, já está superado. A CPI tem um papel muito importante de investigar a legalidade do governo federal. Tem que dar um passo além, focar nas ilegalidades de quem compra medicamento e receita e ir atrás de quem está ganhando tanto dinheiro com isso”, opinou Padilha. 

Esta semana, quatro depoimentos estão agendados na CPI da Pandemia. O primeiro deles, acontece nesta terça-feira (8), com a reconvocação do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O motivo principal pelo qual ele foi chamado novamente é a confirmação da Copa América no Brasil em meio à pandemia de Covid-19.

Os deputados Alexandre Padilha (PT-SP) e Ricardo Barros (PP-PR) (06.Jun.2021)
Os deputados Alexandre Padilha (PT-SP) e Ricardo Barros (PP-PR) (06.Jun.2021)
Foto: Reprodução/CNN

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