Debate 360: Freixo e Lima enxergam como graves as denúncias contra Witzel

Deputados federais do PSOL-RJ e do PSL-RJ debateram sobre a Operação Placebo, iniciada hoje de manhã pela Polícia Federal

Da CNN, em São Paulo

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Em participação no Debate 360 da CNN nesta terça-feira (26), os deputados federais Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Luiz Lima (PSL-RJ) analisaram a Operação Placebo, iniciada na manhã de hoje pela Polícia Federal (PF) para investigar desvio de dinheiro no Rio de Janeiro durante a pandemia de coronavírus.

Para Freixo, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), precisa ser investigado, mas a “espetacularização” da PF foi “para criar um sentimento de culpa sobre o investigado antes do julgamento”, o que prejudica a democracia. Já Lima enxerga as denúncias como “gravíssimas”.

A operação investiga suspeita de desvios na Saúde do Rio em meio à pandemia do novo coronavírus. Foram realizados 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), um deles no Palácio Laranjeiras, residência oficial de Witzel, e outro na casa dele no Grajaú.

Oposição a Witzel, Freixo deu destaque ao perfil da investigação. “Com helicópteros, com uma visibilidade que me parece ser para condenar na própria operação a pessoa ali investigada. Qual é a necessidade deste aparato de uma operação policial para uma busca e apreensão?”, questionou.

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Já o deputado do PSL disse que “a denúncia feita pelo Ministério Público Federal não é uma perseguição da Polícia Federal”.

“Estamos vendo um atentado com o cidadão do estado do Rio de Janeiro, sete hospitais de campanha não estão funcionando. São muito graves as denúncias de seus secretários [do Witzel], de pessoas que trabalham com o governador. Você [Marcelo Freixo] sabe o montante que foi aprovado na Câmara dos Deputados para enviar para os estados e municípios. O estado do Rio tem tesourado R$ 1,8 bilhão no combate à Covid-19. Mesmo com indícios de corrupção não foi utilizado nem metade desse valor”.

Para Freixo, no entanto, apesar de ter sito uma decisão do juiz do STJ e não só uma ação da Polícia Federal, ainda assim é uma medida “extrema”, onde há coincidências “muito perigosas”.

Ele falou sobre a declaração que a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) deu em entrevista à Rádio Gaúcha na segunda-feira (25), em que a PF deflagraria nos próximos meses operações contra governadores.

“Me perdoe, [mas] não é possível acreditar em uma coincidência dessa. Tudo indica que há um vazamento político dessa operação, que é muito grave”.

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