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    Diplomacia de Lula terá como prioridade debater mudanças climáticas, dizem interlocutores

    Um dos sinais dessa mobilização é a ida de Lula à COP-27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022, em Sharm El Sheikh, no Egito

    O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Sergio Dutti/PSB

    Pedro Nogueirada CNN

    Em Brasília

    A diplomacia do terceiro mandato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como prioridade o debate sobre as mudanças climáticas. Um importante diplomata brasileiro com proximidade com o futuro governo afirma que o Brasil tem que entrar no jogo, como o herói ou vilão, e espera entrar como herói. E o que está em jogo, segundo essa fonte, não é apenas a Floresta Amazônica, mas a importância que esse tópico ocupa na agenda global.

    Um dos sinais dessa mobilização é a ida de Lula à COP-27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022, em Sharm El Sheikh, no Egito. A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), confirmou a ida do petista ao evento, a convite do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal.

    A atenção à agenda climática não deve ofuscar outras pautas. A integração latino-americana e os interesses econômicos e comerciais também devem ter espaço nas prioridades internacionais do país. Além disso, devido à mobilização do presidente eleito, o país pode ser convocado a atuar em outras frentes, como a agenda de paz e segurança mundial.

    Após a proclamação dos resultados das eleições, Lula recebeu mensagens de felicitação tanto de Vladimir Putin, presidente da Rússia, quanto de Volodymyr Zelensky, da Ucrânia. Anteriormente, durante os mandatos de Lula, o governo brasileiro participou de diálogos relacionados aos conflitos no Oriente Médio e, principalmente, as negociações que levaram ao acordo nuclear com Irã. A maior parte desses engajamentos foi feita a convite do governo dos Estados Unidos, com a proximidade dos presidentes George W. Bush e Barack Obama.

    Sobre a melhoria da imagem do Brasil no exterior, fontes do Partido dos Trabalhadores consideram que esta é uma consequência. Na avaliação dessas pessoas, a diplomacia pode contribuir ou atrapalhar, mas o fundamental são as atitudes: reduzir os incêndios em florestas, cuidar dos direitos humanos, combater o racismo e tratar bem os países vizinhos.

    A escolha de um novo ministro das Relações Exteriores passará pela questão de escolher um diplomata de carreira ou um político para comandar o Itamaraty. No partido, essa dicotomia pode perder importância. O presidente eleito deve, de acordo com as fontes da legenda, buscar alguém com quem tenha afinidade e com conhecimento dos grandes temas internacionais.