Direita e esquerda repercutem pedido de prisão de Ramagem
Enquanto políticos da esquerda pedem bloqueio de contas e verbas de gabinete, representantes da direita criticam operação da Polícia Federal
O pedido de prisão do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), provocou reações no meio político nesta sexta-feira (21), evidenciando a polarização entre diferentes espectros ideológicos.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu o bloqueio completo do salário, das contas bancárias e da verbas de gabinete de Ramagem. Em publicação na internet, ela afirmou que Ramagem e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) "merecem a prisão no Brasil ou a miséria em um país no qual não são ninguém, não exercem autoridade alguma e vivem de favor", fazendo uma referência aos Estados Unidos.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, manifestou-se sobre o caso, afirmando que Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) teriam deixado o país para evitar possível prisão. Em suas palavras, classificou os três de "traidores" e "covardes". Ele também questionou se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teria fugido se não estivesse em prisão domiciliar.
Em contraposição, a deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) expressou preocupação com o que chamou de "plano perverso para exterminar a direita brasileira". A parlamentar questionou: "Quem será o próximo alvo de Alexandre de Moraes?".


