Dosimetria de pena do 8 /1 deve avançar em duas semanas, diz Marcos Pereira

Questionado sobre 2026, deputado federal e presidente nacional do Republicanos avalia que eventual candidatura ao Planalto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, necessita de uma "frente ampla"

Luciana Taddeo, Leticia Martins e Lucas Schroeder, da CNN Brasil, Buenos Aires e São Paulo
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O deputado federal e presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP), afirmou nesta quinta-feira (6) que o PL (Projeto de Lei) da Dosimetria de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 deve avançar "nas próximas duas semanas".

"Eu acho que a gente vai avançar nos próximos dias. Conversei com o Paulinho [da Força, relator da proposta] ontem e há uma expectativa de que, no máximo, nas próximas duas semanas a gente avance", disse o parlamentar durante o I Fórum de Buenos Aires, na Argentina, congresso de direito organizado pelo IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), fundado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que também participa da conferência.

Segundo Marcos Pereira, a medida relatada pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) garantiria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)condenado a 27 anos e 3 meses de prisão — uma "progressão de regime num tempo muito rápido".

Deputado defende frente ampla por Tarcísio

Ainda de acordo com Marcos Pereira, uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República necessitaria do apoio de uma frente ampla, formada por partidos de centro, de direito e também do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Acho que tem que ter um pedido de uma frente ampla, dos partidos de centro, de direita, do setor produtivo, empresariado. Acho que tem que ter um chamor da sociedade como um todo, não só de uma pessoa. É óbvio que o apoio do Bolsonaro é importante", declarou o deputado.

Por fim, Marcos Pereira avaliou que Tarcísio "tem uma reeleição relativamente mais tranquila do que renunciar [ao governo de São Paulo] para disputar uma eleição presidencial".