Eleitor vota pensando em preço da comida e emprego, diz cientista político

Murillo de Aragão afirmou que o eleitor não irá às urnas em 2022 pensando nos efeitos políticos e econômicos resultantes da aprovação da PEC dos Precatórios

Douglas Portoda CNN

em São Paulo

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O cientista político Murillo de Aragão afirmou, nesta quinta-feira (2), em entrevista à CNN, que o eleitor irá votar em 2022 pensando no preço da comida e na taxa de desemprego, e não nos efeitos políticos e econômicos que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios trará.

A medida foi aprovada em dois turnos nessa quinta-feira no Senado e irá retornar para a Câmara — onde precisa de 308 votos–, já que seu texto foi alterado.

“O governo tem a máquina, o governo disputa no poder. Com força política, com aprovação do Auxílio Emergencial, do novo Auxílio Brasil, com a PEC dos Precatórios, tudo isso ajuda, mas talvez não seja o suficiente”, analisou Aragão.

“Porque como eu digo, a questão agora é de sensação térmica, o eleitor vai voltar não pensando no efeito que as concessões vão trazer no futuro para a economia brasileira. O eleitor quer pensar agora, se a comida está barata, se o emprego está seguro. Os debates são muito mais de curtíssimo prazo do que a dinâmica positiva que a economia poderá trazer com essa atual gestão. É um desafio grande para o presidente”, continuou.

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