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    Em meio a pressão, Nísia Trindade recebe o apoio da comunidade científica

    Ministra da Saúde tem enfrentado críticas dentro e fora do governo; nesta-quinta-feira (21) ela afirmou à CNN que "fogo nunca é amigo"

    Ministra da Saúde, Nísia Trindade participa de reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara
    Ministra da Saúde, Nísia Trindade participa de reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara 28/11/2023 - Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Leonardo Ribbeiroda CNN

    Brasília

    Em meio a forte pressão política, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, recebeu publicamente nesta quarta-feira (20) o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) – que reúne cientistas de diversas áreas.

    Em nota, a entidade manifestou “solidariedade” à ministra, “perante o trabalho admirável que ela está realizando na recomposição do Ministério da Saúde”.

    A SBPC aproveitou para fazer críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL), que, segundo o grupo, foi devastado pela política negacionista. A CNN procurou o ex-presidente para comentar o assunto, mas até o momento não obteve retorno.

    “Por conseguinte, a SBPC conclama todos os defensores da saúde e da vida humana a juntarem seus esforços e somarem suas vozes na defesa de uma recomposição das condições básicas de cuidado com os seres humanos de todas as idades em nosso país”, finaliza a nota.

    Fogo cruzado

    Nísia tem enfrentado críticas dentro e fora do governo. Em entrevista à analista da CNN Basília Rodrigues, nesta quinta-feira (21), a ministra afirmou: “fogo, para mim, nunca é amigo”.

    Alvo do Centrão, a ministra declarou que é preciso refletir sobre os papéis dos poderes Executivo e Legislativo no país e apontou ser alvo de machismo por comandar uma das pastas com maior orçamento na Esplanada dos Ministérios.

    “Isso me incomoda, ‘Nísia versus Centrão’. Eu acho uma visão muito superficial. O Brasil, de 2017 para cá, teve uma mudança muito grande da questão dos papéis do Legislativo e do Executivo. É disso que se trata. Não é de pessoas, de partidos isolados. É essa reflexão que o Brasil precisa fazer, a meu ver”, disse.

    Nesta semana, em reunião ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez cobranças à ministra, mas ressaltou que ela se mantém no cargo.