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    Encontro com Lula no Nordeste consolida Prates na Petrobras, dizem fontes

    Time do presidente vê alívio das tensões e agora espera permanência do presidente da estatal no cargo

    Lula e Prates se encontram para anunciar retomada de investimentos
    Lula e Prates se encontram para anunciar retomada de investimentos . REUTERS/Pilar Olivares/File Photo

    Clarissa Oliveirada CNN

    São Paulo

    O encontro previsto para hoje entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jean Paul Prates em Pernambuco deve contribuir para consolidar a permanência do presidente da Petrobras no cargo e afastar especulações sobre uma possível troca de comando da estatal.

    A avaliação é feita nos bastidores por aliados próximos do presidente, diante de um arrefecimento das tensões que marcaram a relação entre os dois no fim do ano passado.

    Lula e Prates se encontram nesta tarde para anunciar a retomada de investimentos na refinaria Abreu e Lima, parte do giro que o presidente inicia nesta quinta-feira pelo Nordeste.

    O evento vem carregado de simbolismo a respeito de duas determinações repassadas recentemente pelo presidente a Prates: que a Petrobras seja um dos motores de investimentos para viabilizar a retomada econômica e que a companhia busque formas de se blindar da oscilação dos preços no mercado internacional.

    Ao detalhar os investimentos, Prates disse ontem à CNN que os investimentos em Abreu e Lima vão contribuir para que o Brasil avance na direção da autossuficiência na produção de diesel. Atualmente, as importações nesse segmento estão entre os fatores primordiais da pressão de preço nos combustíveis no mercado nacional.

    No fim do ano passado, a saída de Prates do cargo chegou a ser discutida nos bastidores, até mesmo com a especulação de possíveis nomes para substituí-lo.

    Chegou a se falar, por exemplo, na possibilidade de Lula indicar o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, para a vaga. No fim de novembro, o presidente chegou a convocar uma reunião para cobrar resultados mais efetivos na estatal.

    Segundo um aliado próximo de Lula, a crise foi pacificada. “Como as coisas estão agora, nada vai mudar. Enquanto a Petrobras estiver investindo e a perspectiva para os preços dos combustíveis for de queda, Prates fica onde está”, disse o interlocutor.