‘Espero que seja decisão isolada’, diz Girão sobre Lima não comparecer à CPI

Senador do Podemos-CE diz que STF 'deslegitimou' comissão do Senado ao permitir que governador do Amazonas faltasse ao depoimento

Jorge Fernando Rodrigues, da CNN, em São Paulo

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Membro titular da CPI da Pandemia, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou, em entrevista à CNN, esperar que a decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu ao governador do Amazonas, Wilson Lima, não depor à comissão seja “isolada”. 

Weber concedeu habeas corpus a Lima na noite de quarta-feira (9), um dia antes do depoimento do governador no Senado. “Eu, sinceramente, espero que essa decisão seja isolada para o governador Wilson Lima porque ele tem denúncias; os outros governadores, não necessariamente têm, mas o estado está sendo investigado”, defendeu Girão.

A ministra do STF concedeu o HC citando que Lima é “inequivocamente é investigado” na Operação Sangria, deflagrada na semana passada e que resultou em uma denúncia contra ele por suspeita de desvios na condução da pandemia no Amazonas. Para os senadores, a ausência de Lima pode criar um efeito cascata nos próximos depoimentos.

Girão afirmou que a decisão do STF “deslegitima” os trabalhos da comissão de inquérito. “O STF, que mandou o Senado abrir essa CPI, deslegitima tirando o primeiro governador que seria ouvido. Isso pegou mal. O governador poderia ter vindo aqui mesmo com o HC, como fez Pazuello.”

O parlamentar reforçou que parte dos esforços da CPI devem se concentrar na investigação de gestores estaduais e municipais. “Quero que eles, como chefes do Executivo, possam vir. Não se escondam atrás de um habeas corpus como aconteceu a Lima; que os governadores possam vir aqui e também os prefeitos.”

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