Estratégia de ficar calado pode se voltar contra Pazuello, diz suplente de CPI

"Se ele vier e tiver direito de ficar calado, vai estar assumindo a responsabilidade de deixar com cada senador", observou Rogério Carvalho (PT-SE)

Rudá Moreira, da CNN, em Brasília

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Marcada para a próxima semana da CPI da Pandemia, a audiência do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello ganhou expectativa extra depois que ele que entrou com pedido de habeas corpus para ter o direito de ficar calado durante o depoimento aos senadores. Para o suplente da comissão, o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a estratégia de Pazuello pode se voltar contra ele.

“Se Pazuello ficar calado, não significa que senadores não vão apontar os erros cometidos por sua gestão. Se ele vier e tiver direito de ficar calado, vai estar assumindo a responsabilidade de deixar com cada senador a palavra final,” disse o senador.

Carvalho também relembrou a frase dita pelo ex-ministro de que “tem gente que manda e gente que obedece”. Segundo o parlamentar, Pazuello terá que explicar a declaração e quem mandava nele.

“Enquanto ele esteve no ministério, Pazuello foi mandado. Quem mandava nele? O presidente? As ações de largar a população ao contágio indiscriminado é de responsabilidade de quem?”.

 

 

 

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